16
- O grande vazio
- Como está a simbiose, Kosnow? Estamos
próximos?
Os
dois seguiam há semanas em velocidade acima da luz graças aos cristais da
MODULO em simbiose com a mente incansável de Kosnow. Murion continuava sentindo
as leis da Física prevalecendo, através de sua hiper-sensibilidade
adimensional, até o ponto em que essas mesmas leis começaram a indicar
inexatidões gigantescas. A partir disso, ele sentia que estavam próximos do fim
do universo atual.
Kosnow,
exaurido, fez um sinal de “volte depois”, e a viagem se prolongou por mais
alguns dias, até que a MODULO parou abruptamente.
Murion,
a partir da central, equilibrou bem os controles de pressão, qualidade do ar,
invisibilidade da nave, quando Kosnow, longe de ser aquele homem assustado com
a missão, após um banho, finalmente apareceu.
- Então, Murion… consegui o que
queríamos?
Realmente,
eles estavam num ponto escuro do universo, quase sem estrelas.
- Apenas dois sistemas solares
detectados, ambos de um e dois planetas respectivamente. Massas desconhecidas,
e… buracos negros e outros fenômenos… o que nos impede de ficarmos no mesmo
lugar por muito tempo.
- E o que é aquilo ali?
Na
tela, aparecia claramente, a poucas horas-luzes, um asteróide do tamanho da
Lua, poroso, girando lentamente sobre si mesmo.
- Podemos parar por algum tempo. Preciso
me repor – disse Kosnow, imediatamente transformando-se em uma miríade de luzes
que, aparentemente, desapareceram.
- Então é assim… - resmungou Murion.
***
A
MODULO, uma nave auxiliar akashe adaptada para uso humano, finalmente posou,
ainda que desastradamente, com a ajuda de seu único piloto e demais recursos. A
visão era estonteantemente sem graça: um horizonte quase sem estrelas e com
grossas manchas representando conglomerados de galáxias distantes. Fora isso,
no chão, inúmeros buracos, dos grandes aos minúsculos, dando aquele aspecto de
porosidade.
No
interior daquela nave parecida com um edifício cilíndrico de várias dezenas de
metros de altura, estava o solitário Murion. Quanto tempo ele esperaria? Bem,
ele calculava que Kosnow se recuperaria em alguns dias, pela contagem da Terra.
Só alguns dias. Nesse período ele pensou em aproveitar e lançar alguns
nanorrobôs exekers para examinar aquele asteróide. Ver se haveria algo de
interessante por ali, enquanto ele tentava esquecer um pouco das saudades do
asteróide Hollins e de sua particular realidade alternativa. E havia um novo
problema. Os pesadelos, que começaram na primeira noite sozinho.
Eram
sonhos constantes narrando o fim do multi-universo anterior, repetindo aquilo
que ele havia descoberto em um antigo oráculo. Em seguida, as coisas mudavam
para uma terra árida, quente, cheia de casebres e… abelhas gigantes. Eram
grandes, inteligentes, e pareciam se comunicar em um zunido bem orquestrado.
Elas se alimentavam dos casebres e aparentemente dormiam sob o sol inclemente
que nunca baixava. No final, quando ele acordava, aqueles zunidos permaneciam
em sua cabeça, enquanto ele pensava em mais um dia sem nada de interessante
para fazer.
***
Os
tremores vinham sendo mais freqüentes nos últimos dois ou três dias. Eram
variações estruturais aparentemente sem perigo. Mesmo assim Murion verificou e,
coincidentemente, descobriu que havia água por lá - em sua maior parte, em
estado sólido. E não era só isso: os sensores, os nanorrobôs não conseguiam ir
além de um certo ponto.
- Tudo bem por aqui?
Tendo
um enorme susto, Murion virou-se e viu: um pequeno ser de luz. Era a outra face
de Kosnow.
- Não conhecia essa aparência… quase
morri de susto.
- Em contato espiritual com a MODULO,
percebi que você se deparou com coisas estranhas neste lugar, não?
- Exato. Mas acho que é a tecnologia
disto aqui que não é tão perfeita.
- Bem, como estou parcialmente por aqui,
acho que você poderia sair e explorar o perímetro mais próximo deste asteróide.
Não é isso o que você quer?
- Você lê pensamentos também? Sim, se
estiver bem para você, eu vou.
O
ser luminoso alcançou um tamanho condizente para operar aquela nave, ainda
mantendo a face de Kosnow, e dissolveu-se nos controles da MODULO. De pé, com
suas olheiras, Murion vestiu uma roupa de astronauta, e partiu.
***
A
luz parecia durar para sempre. Iluminando a partir do capacete, unia-se às
luminosidades que partiam das luvas. Murion também podia enxergar micro ou
macroscopicamente, se, com em pensamentos, ordenasse isso ao computador que
controlava sua roupagem.
Ele
seguiu analisando o solo, por inúmeras horas, sem descanso e sem olhar para
aquele céu apoteoticamente negro. Em dado momento, ele sentiu uma vibração.
Olhou para trás, para a MODULO, voltou-se para frente e, aumentando a potência
de suas lanternas deparou-se com um buraco a uns sete ou oito passos de onde
estava. As vibrações aumentaram e o contato com a nave se perdeu. Murion não
sabia o que pensar, e chegou a temer que houvesse alguma armadilha de Rama ou
alguma entidade alienígena por perto.
Pisou, tentando
voltar de onde veio, em uma espécie de lodo viscoso, que lá existia mesmo que
ele não conseguisse ver. Tentou usar seu poder para embarcar numa realidade
alternativa e, pela primeira vez em sua vida… nada!
- Kosnow! Kosnow!
Não
adiantava gritar. Não havia contato. Talvez telepaticamente… O que importa é
que, agora, Murion estava a beira de cair no abismo. Escorregava cada vez mais.
E sumiu.
***
Antônio
Kosnow sonhava - ou pelo menos sua parte humana - com seus dias de juventude
entre as macro-zonas autônomas do Sul e Nova São Paulo. Mas, a cada momento,
tudo aquilo ia desaparecendo de sua mente. O que importava agora se resumia ao
conjunto de questões cósmicas e ao mergulho no infinito. Ele ia, lentamente,
deixando de ser humano, deixando de ser incompleto.
Acordou
com a sensação de frio, levantou-se, e foi procurar Murion. O adimensional
ainda não voltara. Kosnow tornou seu corpo aquecido e luminoso, transcendeu as
paredes da MODULO, e pôs-se a procurar o companheiro.
Ao
tomar uma forma mais humana, sem precisar respirar nem se aquecer, nem
controlar a gravidade ao seu redor, ele continuou até sentir uma presença. Por
um momento, o seu corpo tornou-se totalmente humano e, apressadamente, naquele
processo, ele retornou à nave e vestiu sua roupa de astronauta. As leis da
Física diminuídas deveriam interferir em seus poderes, em sua condição. Ao
mesmo tempo em que traziam à tona seres do Vazio - conforme Kosnow pensava.
***
O
ecossistema naquele habitat deveria ser nenhum, mas consistia num equilíbrio
delicado entre uma matéria orgânica microscópica e com características de
fungo, o bombear das leis da Física (bombeando para mais ou para menos
presente), e uma terceira categoria de seres. Murion pensava nisso, enquanto se
levantava, tendo por base sua experiência.
A
rede de cavernas porosas formava um verdadeiro labirinto sem nenhum ponto de
gravidade, salvo a tenacidade daquelas botas aderentes. Olhando ao redor, com
sua própria iluminação, ele era quase capaz de fazer o impossível, de sentir o
cheiro de um lugar desprovido de ar. O que mais chamava a atenção era aquela
gosma transparente que parecia inundar todo o ambiente. Murion, o adimensional
bem que gostaria de ter por perto seus ciclocomputadores de pulso, para
analisar aquele material, entretanto, não teria mesmo tempo, nem seus poderes,
à disposição. O objetivo agora era retornar a MODULO, usando uma versão mais
sofisticada da antiqüíssima bússola, configurada para levá-lo sempre de volta à
nave. Uma vez sabendo a direção correta, ele tentou usar sua roupa para
flutuar. E nada. Da cintura para baixo ele se via pregado. Começou a se
preocupar e resolveu usar o intercomunicador.
Após
várias tentativas ele conseguiu contato com Kosnow, um contato rápido, que se
resumiu nas seguintes palavras a Murion:
- Estou chegando. Aguarde.
***
Kosnow,
sem seus poderes a disposição, pegou sua própria roupa de astronauta, idêntica
a de seu parceiro. Voltando um pouco a ser humano, com os pés no chão, tentou
conter o medo, principalmente ao falar com Murion pelo intercomunicador. O que
importava é que seu amigo deveria estar perto. E ele teria que ser rápido,
considerando que a nave tinha uma programação para funcionar em simbiose com
ele dentro de certos períodos, e o próximo viria em dois dias pela contagem da
Terra - o brasileiro sabia disso mais que o adimensional.
Avançando
por um bom tempo, Kosnow achou um dentre vários buracos maiores que uma pessoa.
Os rastros de energia da roupa de Murion terminavam ali. Mais uma vez, ele
tentou um contato por rádio:
- Murion? Você está em condições de
subir?
Nenhum
contato. Seguindo os rastros de energia através de seu capacete com aquela fina
tela-película, e seguindo a sua intuição, com aquelas botas e luvas aderentes,
ele desceu pela parede irregular, após jogar um paralelepípedo de plástico
luminoso a indicar que o fundo não estava tão longe.
Adiante,
ao lado do buraco, uma galeria escura, ecoando os passos do brasileiro. Sua
roupa indicava presença de gravidade idêntica à da Terra, mas nenhum ar
respirável e nenhuma temperatura acima do zero absoluto. Por um momento, seu
intercomunicador soou algo parecido com uma voz.
- Murion? Fale!
De
repente, tudo ao redor de Kosnow brilhou, toda aquela galeria ficou, após o
brilho, ficou levemente iluminada. Havia algumas esferas flutuantes… não, na
verdade, estavam presas ao teto. Tinham aspecto rochoso, mas, para qualquer
visitante humano, pareciam sensores gigantescos, ou obras de arte plástica.
Atrás,
algo escalou aquele buraco. Perto de seus pés, o paralelepípedo luminoso
encostou. Mudo, Kosnow apenas esperava. E uma voz inundou sua mente, sem que
ele tivesse coragem de se virar. Parecia um sussurro:
- Sou…
O
sussurro aumentou um pouco, e algo gelado tocou os ombros e a nuca do demasiado
humano Kosnow.
- …Memória.
- Sou Memória.
- Sou…
Aquilo
desapareceu, antes do brasileiro se virar.
***
No
fundo do buraco, estava um homem machucado, caído de uma altura não tão grande
assim, ou não tão grande para a resistência de sua roupagem astronáutica que,
felizmente, estava intacta, bem como o capacete e suas funções. Murion
sentia-se em cima de bilhões de pedregulhos, alguns deles flutuando, pelo que
ele via pela iluminação de suas luvas e capacete. E seu intercomunicador? Sem
funcionar.
Ele
continuou andando, com as mãos trêmulas, tentando achar uma saída, quando teve
uma visão. Era uma visão de milhares de realidades alternativas diferentes,
obcecando-o, enchendo a sua mente. Murion vinha combalido e, agora, estava
completamente fora de si. Em uma dessas realidades alternativas, a qual ele só
podia ver sem interferir, ele descobriu e acionou algo. Ao voltar a si, pisando
naqueles pedregulhos, a escuridão criou tentáculos e subiu para o topo do
buraco. Enquanto isso, Murion sabia: tinha que achar e revelar o que viu para
Kosnou, pois poderia ser Rama. O primeiro passo seria começar a escalar a
parede.
Aquele
homem barbudo ficou estupefato quando, apesar de não ter visto nada, ter ouvido
pedras rolando naquele buraco. Ele chegou perto, acendeu uma luz comprida e
longa como uma lâmina, e viu Murion. Em questão de minutos ele estava puxando o
adimensional com o braço, salvando-o.
- Preciso te falar uma coisa. É
importante.
- Vamos deixar isso para depois. Não sei
direito qual o caminho de volta.
- Você está pronto para a última viagem?
- Sim. Por isso que eu…
- Escuta, Kosnow! As leis da Física são
menores por aqui. Estamos presos. E existe algo aqui. Algo poderoso. E nem é
Rama nem são seus conterrâneos.
Eles
seguiram para descansar naquela galeria, e, com a luz de seus capacetes e
luvas, aquelas esferas apareciam como algo que naturalmente eram: de outro
mundo.
- O que são essas coisas, Murion? E, se
é que você sabe, o que foi aquilo que sussurrou para mim?
- Aquilo o quê?
- Dizia-se chamar “Memória”.
Ao
citar esse nome, em português, Kosnow acionou algo. As paredes e o chão
pareciam vibrar. Depois, tudo parou. A sensação de vibração parou. Um enxame de
coisinhas pretas revoou, vindas do nada e formaram uma silhueta e um corpo, e
havia uma… velha. Era o corpo de uma velha. E a mesma voz, agora mais alta,
pronunciou-se:
- Sou Memória. E preciso lhes avisar.
***
- Não sou Rama. Não sou um akashe. Não
sou nada que vocês conheçam. - dizia aquele corpo idoso, que parecia
encapuzado, ou travestido numa burca, estancado abaixo de uma das esferas.
- Sou irmã, ou irmão, de Esquecimento. E
vi algo do passado que, ao se repetir hoje, levará este universo físico e suas
várias realidades alternativas ao fim.
- O que significa isso? - perguntou
Murion.
A
sala iluminou-se um pouco mais, mas sem a ajuda dos capacetes e luvas dos dois.
Aquela coisa estranha continuou falando:
- Como você sabe, Murion, existia um
universo de uma só realidade, de uma só versão, antes dessa variedade de mundos
que invadem sua mente. Algo desse universo primordial ainda se mantém vivo
devido a fraqueza das forças físicas neste ponto do universo. Vocês podem
perecer por aqui, neste labirinto; perecer lá fora, no espaço; ou podem
encontrar uma solução.
- Isso é coisa de Rama… - diz Murion.
- Não, espere, é mais do que isso. O que
isto diz faz sentido. - retrucou Kosnow.
Memória
prosseguiu com Kosnow:
- Sim, o que eu falo faz sentido. Sou
irmão e irmã de uma superinteligência, de Esquecimento, e reconheço o poder de
uma projeção dos akashes que, ao invadir isto aqui, ao invadir este ponto do
universo, pode pôr tudo a perder, a ponto de matar toda a Existência. Rama não
passa de uma projeção de vocês, akashes. Queriam explorar suas fronteiras, mas
esqueceram que o lixo “radioativo” de suas mentes poderosas poderia criar uma entidade
tão poderosa, representante de todos os seus baixos instintos. E, saiba,
Kosnow, que você é fruto de um grupo de akashes que já veio a este mesmo lugar
há muitos ciclos.
Diante
de dois homens espantados e paralisados, aquilo finalizou:
- Você, Kosnow, é o remédio para acabar
com isso. Uma outra projeção auto-suficiente. E é só isso que tenho a dizer.
Dei a informação necessária. Apressem-se! Vocês dois já estão na MODULO.
Eles
despertaram. A MODULO ainda não havia pousado e Kosnow, em contato simbiótico
com a nave, fê-la desviar-se, fortemente, de um asteróide poroso. Quando
estavam a salvo, Murion falou:
- Parece que não foi só um sonho.
- Claro que não foi só um sonho. - disse
Kosnow, que continuou:
- Vamos, temos que chegar ao Véu, à fronteira.
Posso não matar, mas dissipar Rama transmitindo-lhe detalhes sobre sua própria
origem. É o que temos.
- Diplomacia?
- É o Plano A.
17
– Véu
Em
sua grandeza, Rama só tinha pensamentos complexos. Comunicava-se com seu Olho
em uma galáxia, ao mesmo tempo em que sua mente via-se novamente centralizada
em centenas de realidades alternativas diferentes. Hoje, ele se encontrava
inteiro, independente, poderoso, sob a forma de uma nuvem de matéria negra de
vinte e sete mil anos-luzes de extensão. Onde? Nos limites do universo
conhecido, numa área onde poderia, artificialmente, manter as leis da Física.
E
ele calculava estratégias, absorto em si mesmo, esperando, para logo,
esmigalhar Murion e Kosnow. Não pensava nisso como uma vingança pela morte de
seu filho sintético, mas por uma questão de soberania e auto-sobrevivência. E
era capaz de sentir a proximidade dos dois, a proximidade da MODULO.
Em
um ponto mais distante de Rama, escondia-se um misterioso fenômeno cósmico, a
qual só uma pequena parte revelava-se como um tipo de manto vermelho, parecido
com uma aurora boreal, que ora estava num canto, ora noutro, como se tivesse
vida e quisesse brincar de pisque-esconde. Quem pensaria que aquilo era a
fronteira móvel do universo?
***
A
MODULO, após uma longa viagem de dezenas de bilhões de anos-luzes, parou, em
certo momento. Estava empacada.
- Apenas o habitat artificial funciona.
Está acontecendo o que esperávamos… Mas, não sei dizer exatamente onde estamos.
- disse Murion a um Kosnow cansado, que se sentava na poltrona de co-pilotagem.
- Estamos no lugar certo. Não se
preocupe. Rama nos encontrará logo.
Aproveitaram
o espaço de tempo para comer suas rações, tomar um licor revigorante, e
planejarem um plano secundário, para o caso da diplomacia dar errado.
Mais
tarde, finalmente Murion avistou a massa negra que consistia na alma de Rama.
- Kosnow, ele está logo ali, próximo. O
que faremos?
- Esperaremos uma iniciativa dele.
Não
tiveram que esperar muito.
***
Rama
não fez barulho, não apresentou nenhum espetáculo, nada. Ele, apenas, surgiu na
central de pilotagem da nave, sob a forma de uma criança e olhos que mais
pareciam buracos de onde fumegava algum tipo de vapor ou luz negra.
- Vocês já conheceram Memória, não?
Kosnow
viu que Murion estava paralisado em seu assento, e tentou agir:
- Então, você sabia? E não pretende…
- Diplomacia? O Plano A? Não. E vocês
não poderão fazer nada a respeito disso.
No
milésimo de segundo antes de Rama destruir a MODULO, Murion estava mentalmente
longe. Não soubera o quanto vinha sendo modificado diante das distorções nas
leis da Física. Algo dentro dele mudava, e o ponto principal foi durante a
aparição de Rama. Sua mente partiu-se e ele se deparou com a entidade que se
autoproclamava “Memória”.
Tudo
estava em câmera lenta. Kosnow não conseguira usar seus poderes. Rama era muito
mais poderoso. Eles estavam prestes a morrer, sem que o adimensional, sem que
Murion, conseguisse transferi-los para algum outro lugar. Seus poderes não eram
os mesmos, só lhe restando… conhecimento.
- Sim, Murion. Agora, você sabe. É só
diante da Morte que eu me revelo. E lhe trago a chave para resolver tudo isso.
Pare e LEMBRE-SE!
Naquele
pequenino instante de tempo, horas pareciam estar se passando. Era a revelação
do Santuário, com imagens e sensações, deixando Murion totalmente imerso numa
história. E a história, desenrolou-se…
- Cosmonucleotídeo… O Cosmonucleotídeo!
– algo dentro do adimensional sussurrou para ele mesmo, sem que ele soubesse se
era Memória ou outra coisa.
Autor: João Batista Firmino Júnior.
Aguardem os próximos capítulos.


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