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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Multiverso de Perry Rhodan

Já expus aqui, neste blog, que, no passado, organizei-me e atingi o intento de publicar uma edição de fanzine da série literária Perry Rhodan.

Buscando as coisas da época, deparei-me com meu modo de organização das partes da revista que criei. A partir dela, vou dispondo como o multiverso da série pode ser resumido, para podermos mapear a série e entender a relação dos elementos do universo fictício que define e preenche a maior série literária de ficção-científica de todos os tempos, que está prestes a se tornar bastante conhecida também no Brasil com as publicações que os fãs atuais já conhecem. Vejamos a esquematização:

Multiverso Perry Rhodan:

1- Civilizações e Povos;
2- História;
3- Grandes Ciclos;
4- Tecnologia e Conceitos.
5- Galáxias e outros lugares;
6- Personagens;
7- Objetos Sacralizados.

Civilizações e Povos:

1.1- Conforme lugar de origem;
1.2- Conforme aspectos físicos;
1.3- Conforme aspectos psíquicos e/ou sociais;
1.4- Aspecto Lógico ou de Inteligência;
1.5- Línguas e Idiomas;
1.6- Ideologias;
1.7- Conforme estágio evolutivo.

História.

Grandes Ciclos.

Tecnologia e Conceitos:

4.1- Tipos de Naves;
4.2- Tipos de Armas - Defensivas, Estratégicas ou de Ataque (armas manuais, para naves ou para fortalezas);
4.3- Tipos de Uniformes e Vestimentas;
4.4- Fortalezas e Estações;
4.5- Prisões, Cassinos e Shoppings estelares;
4.6- Zoológicos Espaciais (com espécies animais da Terra e de outros planetas);
4.7- Energia Psiônica;
4.8- Tipos de Radiação;
4.9- Outras energias ou influências;
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SABERES: 

- Ciências e Especialidades
- Classificação e Conceituação de Inteligências Segundo Inteligências;
- Fenômenos Científicos;

Espaço:

   Galáxias e Universos:

- Ganesh;
- Via-Láctea;
- Andrômeda;
- Mini-Galáxias;
- Outros Universos (como o dos Druufs);
- Cidades Fantásticas ou Simplesmente politicamente estratégicas;
- Planetas, Estações, Bases, Naves ou demais espaços estratégicos;
- Espaços Interestelares e outros.

Personagens:

- Conforme importância ocasional;
- Conforme espécie, civilização, raça, cultura ou etnia;

MUTANTES:

             - Tipos de Poderes;
             - Gênese e evolução dos poderes;
             - Explicação Científica sobre os poderes;
             - Graus de poderes.

SERES EM GERAL: 

- Superinteligências;
- Seres energéticos;
- Seres entre o inorgânico e o orgânico;
- Mortais e Imortais.

OBJETOS OU LOCAIS E CONCEITOS SACRALIZADOS:

- Ativadores;
- Planetas de Origem com funções nada "profanas";
- Trajes;
- Naves;

- Conceitos Sacralizados (como o do Caso Harmonia).

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Importante considerar que o natural desenvolvimento da série se deu e se dá através de décadas e de diferentes equipes e apoios técnicos com o passar do tempo. Por outro lado, tecnologicamente, há associações que não fazem sentido tecnologicamente: como a existência de fitas magnéticas ou a ausência da Internet (considerando que ela já existia, sob a forma de um projeto quando a série surgiu, sendo possível apostar ao menos na ideia geral de união virtual de dados e informações entre computadores e uso de aparelhos que equivaleriam a computadores, ainda que seus usos práticos fossem além... pequenos aparelhos, cérebros positrônicos ambulantes, fragmentos... mas, isso é discutível, talvez tendo faltado apenas um aprofundamento).

Quanto à minha esquematização, baseei-me apenas na série clássica. Na época, desconhecia a iniciativa de uma reatualização de Perry Rhodan. 

Voltando à série como um todo, ela parece possuir uma Síndrome de Demiurgo muito sadia, e cujo detalhamento só não é maior para não tornar seu tamanho e complexidade ainda maiores. Falta-lhe, até onde li, porém, um adensamento psicológico dos principais personagens. Eles não parecem apresentar (por exemplo: Perry Rhodan) uma explícita e específica evolução psicológica em milhares de anos de existência. E há os personagens que somem subitamente, ou que desaparecem por muito tempo, sem referências possíveis.

Em suma, espero que essa esquematização que fiz, e que qualquer um que conheça a série pode fazer tranquilamente, sirva como uma semente para a concretização de um fanzine da série por qualquer um que realmente a aprecie. Eu consideraria um matriz mista: começar explanando a série e suas diferenças internas, suas categorias, através da cronologia... até um dado momento; em seguida, considerando a evolução não mais cronológico-linear, mas das categorias envolvidas, num ir e vir constantes.

As bases categóricas de Rhodan, também devemos considerar, são extremamente úteis para dar ideias a novos escritores que queiram construir seus próprios universos ficcionais. São bases úteis e que não permitem por elas mesmas nenhum tipo de plágio. São contornos capazes de criar referências em nossas mentes, em mentes tanto de leitores como de escritores, permitindo nos orientar e... criar, a partir deles.


Assinado: João Batista Firmino Júnior.

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