Neste blog, tivemos textos escritos de ficção. Mesmo assim, parece-me que só um deles, em uma das publicações, teve início, meio e fim.
Simplesmente me é dificílimo juntar e manter a concentração necessária para produzir algo de mínima qualidade, e eu digo que o conto em que abordei as memórias de um universo inacabado foi, apenas, o mais perto de algo parecido com um conto minimamente razoável que consegui produzir - por isso, publiquei aqui logo. Tenho outros, mas não suficientemente bons e necessitando de uma boa revisão. Talvez, se eu conseguir fazer essa boa revisão, eu os publique aqui.
Mais que um conto, ainda não consegui. Nunca consegui concluir nada que dure mais que um desses textos curtos. Simplesmente, é como se eu me chateasse com uma história que crio que seja "longa demais", como que um tédio, uma falta de interesse em dado momento da narrativa, ou uma falta de imaginação sobre o que chamo de "topologia da história". Daí, por exemplo, quando tento criar algo mais longo, paro por tempo demais e, quando volto, para poder entender "o fio da meada", preciso ler tudo novamente e... e é nesse ponto que me falta coragem.
O que eu tenho de textos apenas com "início" ou, no máximo com uma introdução e um "início do 'meio'"... Por outro lado, a maior parte do que eu escrevo não necessita tanto de pesquisa, mas muito de imaginação e de cuidados com a continuidade, com a finalidade, com os aspectos sobre aspectos, com as camadas de histórias dentro da história ou de tramas no interior do tecido explícito de uma narrativa. Gosto de ficção-científica, por exemplo, mas não sou especialista em ciências duras, daí necessito muito mais de controle de duração, encaminhamentos sobrepostos, coerência propriamente dita, que de um entendimento sobre especialidades da Física ou de outra dessas ciências mais valorosas para a construção material de uma sociedade.
Também, por vezes, ao escrever, perco-me em divagações, de forma que fica fácil eu perder "o espírito da coisa" da história que desenvolvo.
Entre um momento e outro, tentarei voltar a fazer algo que é possível, mas talvez nem sempre bem praticável por mim: ao menos continuar com contos que se mantenham não na qualidade de continuação, mas na de se situar no mesmo universo daquele único que consegui dispor neste blog até agora.
Tento construir algo que se passe após, antes ou durante o que seria um fim do multiverso. Um fim absoluto, ou quase. Tal fim teria uma exceção: uma tecnologia "de borda" capaz de produzir um engenho criador e mantenedor de um micro-universo no interior do Nada, habitado por algum grupo de sobreviventes entre diversos povos e espécies de seres inteligentes, além de seres não tão inteligentes (animais diversos de outras espécies que não chegaram a usar a linguagem ou a criar leis), e culturas de fungos, vírus, bactérias, protozoários, vermes, insetos e outros seres possíveis.
Esse "mundo", sob a forma do interior escavado de uma estação espacial num grande asteroide sobrevivente, seria uma espécie de Núcleo ou Cosmonucleotídeo a partir de um resíduo do multiverso ou do universo anterior.
Outras ficções possíveis, bem... talvez algo que eu escreva para nunca dispor na internet, em busca de uma publicação "tradicional".
O que me falta? Foco, paciência, pesquisa, conhecimentos e uso paciente desses conhecimentos próprios à qualquer escritor razoável.
Assinado: João Batista Firmino Júnior.


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