Poemas que não são poemas ou textos não-versificados (este tópico será continuado, em fragmentos, em postagens futuras):
(início 12 de maio de 2010, depois das 22 horas)
1- Estrada do Deserto
Folhas secas de fim-de-dia
Espalhavam-se pelo curto
horizonte,
Naquele vasto caminho
Resumido pelo escuro.
Há seres nas folhas,
Naquele anoitecer,
Seres não formados,
Como uma muralha
Para o deserto.
Eu não sabia
Qual o lado da estrada
Era o lado de onde vim,
Nem sabia qual o lado para onde
ir,
Mas sabia que o Destino
Baniria a linha reta,
E me vi no deserto.
Do ar seco, um estonteante
Fim-de-dia,
Rochas e terra rala,
Ar muito frio,
E aquele infinito -
Vim de um lado,
Do outro,
De algum lugar?
Só importava para onde eu iria,
Quando, em verdade,
Eu queria saber o porquê.
O porquê é pulsão e curiosidade,
É a vontade do Universo se
manter,
É o zelo com o Infinito,
Com o Misterioso,
Com o grandioso e vasto
Horizonte desértico a
Que chamamos de Estrada.
Autor: João Batista Firmino Júnior.
P.S.: Acho que perdi de vez meu texto "Paisagens Oníricas II", depois de algumas mudanças de redes sociais. Mas, assim é a vida... Afinal, eu já não tinha mais o "Paisagens Oníricas I".
P.S.: Acho que perdi de vez meu texto "Paisagens Oníricas II", depois de algumas mudanças de redes sociais. Mas, assim é a vida... Afinal, eu já não tinha mais o "Paisagens Oníricas I".


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