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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Todas as coisas são três coisas?

Pode parecer uma pergunta absolutamente confusa. Como posso dizer que 1 coisa são 3 coisas? Talvez comparando à ideia, vaga, abstrata, talvez até mal utilizada por aqui, de "estratégia-tática-operacionalidade". Mas, isso não se aplica, não há bem uma linha reta, vertical.

Vamos dizer o seguinte, para termos logo um texto mais curto: imaginemos uma maçã. Em um extremo ela é um nome e perfeitamente conceituada pela cultura vivida. Ok. É o ponto mais simples.

Já o ponto mais abrangente seria a maçã como um composto de átomos, genérica, inexpugnável, inacessível, ou ligada a um Imaginário.

E no meio: a maçã. Aquilo que tem serventia, para comer ou vender.

É como concebermos um rio para que possamos entender o Oceano (e, a partir disso, o nome e o conceito simplificado de "rio"). Somos finitos em nossa própria lógica como humanos, o que impede pensarmos o restante de todo o Universo como algo assemelhado à Humanidade; mas, ao mesmo tempo, há ordem suficiente, como um filete representacional e ao mesmo tempo prático desse mesmo universo inexpugnável, para que tenhamos nossa singularidade, nossa autoconsciência, nosso próprio campo de existência. E, de forma meramente auxiliar, o lado mais fraco: o nome usado e seu histórico de usos.


Autor: João Batista Firmino Júnior.

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