DOCE
Há mais naquela velha Mérida,
Mais mistério que odor;
Em alguma parte do interior
Daquelas matas próximas a casa,
Sua força permanecia silente,
Naquele dia árido de magia,
Quando por lá passou, pelo
Sul do grande México, os
Ventos vagos de uma Era.
Não adianta impedir,
É naquela casa verde de
Número doze onde reside
Há mais tempo que qualquer morador, um
Tributo àquela sensação estranha
No estômago, ao anoitecer,
Tributo à paz que se me insurgia
Em momento oportuno, naquele cômodo
Trancado,
Tributo à sensação de inquietação do mundo,
De um mundo,
Tributo à força silente que se busca
Naquela árida mansão verde,
Naquele verde que iludia minha visão,
Naquele verdadeiro deserto próximo
Que me atraía, isso sim, ao espantalho
Que trouxera de longe, ainda
A indicar-me suas distrações.
Mas eu me ia em outra maior,
Naquela força de fim de dia que
Se aproximava,
Naquele trabalho suado que terminava
Ao gravar tantos símbolos no papel,
Ao ver aquele Sol nascendo em outro mundo,
Ao ver a sombra do espantalho apontando
Ao lugar oposto,
E os vales distantes, bem
Distantes, daquela cidade e da casa de número
doze.
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Autor: João Batista Firmino Júnior.


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