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domingo, 13 de outubro de 2013

Reflexão:

Oras, ninguém lê isto aqui. Em língua portuguesa, com especificidades brasileiras no linguajar, e sobre coisa alguma.  Porém, vamos adiante.

Apenas queria falar das palavras que perderam o sentido (ou que nunca tiveram um “sentido integral”). Faço isso em meio ao espetáculo de parênteses que ronda por diversos textos deste blog.

O que é Mercado?

O que é Amor?

O que é Povo?

Fiquemos em apenas três palavras.

“Mercado” é um termo cujo coração é grande e generoso; aceito para qualquer afirmação na maior parte das vezes superficial ou pseudo-intelectual. Não diz nada, na maior parte das vezes que li ou ouvi (ou é apenas uma questão de ignorância minha). Trata-se de uma tentativa de, em alguns casos, meramente justificar o que uma pessoa ou instituição de poder deseja, sem necessariamente uma “grande razão” por trás.

“Amor” é um termo confundido com relacionamento em algum grau “marital” ou coisa do tipo. Confunde-se com “Paixão”. Não pode ser usado fora de um contexto muito delicado, ou ficará parecendo o que não deveria. Se tratado pelo seu verdadeiro significado (que sequer é absoluto), demonstrará que está mais próximo da razão que seu estereótipo.

E “Povo”? Normalmente, vejo isso surgir, esse termo, não como “o conjunto de pessoas que formam uma nação ou parte dela, ou entre-nações”. Vejo como um termo apropriado demais por qualquer um e por qualquer instituição. Sempre há quem queira ser “mais povo” que “todo o povo”. É uma forma de “afirmação por exclusão”. Quem não é “Povo” dentro de um determinado contexto que se apropria de todo o significado, não é “Povo”, não é nada – ou é menos, de segunda classe.

Há outras palavras, mas essas me surgiram mais recentemente.


(P.S.: o capítulo 6 daqueles “versos” que andei publicando por aqui ainda vai sair. No final, irá até o oitavo capítulo; daí, terminará de vez)

Autor: João Batista Firmino Júnior.

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