Reflexão:
Oras, ninguém lê isto aqui. Em língua portuguesa, com
especificidades brasileiras no linguajar, e sobre coisa alguma. Porém, vamos adiante.
Apenas queria falar das palavras que perderam o sentido (ou
que nunca tiveram um “sentido integral”). Faço isso em meio ao espetáculo de
parênteses que ronda por diversos textos deste blog.
O que é Mercado?
O que é Amor?
O que é Povo?
Fiquemos em apenas três palavras.
“Mercado” é um termo cujo coração é grande e generoso;
aceito para qualquer afirmação na maior parte das vezes superficial ou
pseudo-intelectual. Não diz nada, na maior parte das vezes que li ou ouvi (ou é
apenas uma questão de ignorância minha). Trata-se de uma tentativa de, em
alguns casos, meramente justificar o que uma pessoa ou instituição de poder
deseja, sem necessariamente uma “grande razão” por trás.
“Amor” é um termo confundido com relacionamento em algum
grau “marital” ou coisa do tipo. Confunde-se com “Paixão”. Não pode ser usado
fora de um contexto muito delicado, ou ficará parecendo o que não deveria. Se
tratado pelo seu verdadeiro significado (que sequer é absoluto), demonstrará
que está mais próximo da razão que seu estereótipo.
E “Povo”? Normalmente, vejo isso surgir, esse termo, não
como “o conjunto de pessoas que formam uma nação ou parte dela, ou entre-nações”.
Vejo como um termo apropriado demais por qualquer um e por qualquer
instituição. Sempre há quem queira ser “mais povo” que “todo o povo”. É uma
forma de “afirmação por exclusão”. Quem não é “Povo” dentro de um determinado
contexto que se apropria de todo o significado, não é “Povo”, não é nada – ou é
menos, de segunda classe.
Há outras palavras, mas essas me surgiram mais recentemente.
(P.S.: o capítulo 6 daqueles “versos” que andei publicando
por aqui ainda vai sair. No final, irá até o oitavo capítulo; daí, terminará de
vez)
Autor: João Batista Firmino Júnior.
Autor: João Batista Firmino Júnior.


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