Sei que, infelizmente, de muitas das músicas que gosto nem o nome sei; infelizmente, também, com o formato MP3, apesar de toda a popularização da música, a qualidade acústica diminuiu. Porém, nada melhor que ouvir certos instrumentais e algumas raras músicas cantadas.
Comecemos com as músicas cantadas: realmente, tenho pouquíssimo gosto por músicas não-instrumentais. Mas, há aquelas que traem um sentido emocional capaz de nos atingir, como a música A Lista (de Oswaldo Montenegro), as de Demis Roussous e algumas de Luiz Gonzaga.
No campo das instrumentais, evidentemente, não temos apenas as músicas clássicas eruditas, mas diversas variações modernas, além das adaptações igualmente recentes de músicas clássicas eruditas. Aprecio algumas das músicas tocadas na forma criada pelo David Garrett, porém, normalmente, em evidência temos as clássicas eruditas propriamente ditas.
Nesse campo, as músicas calmas de Bach, uma específica de Brahms (creio que seja o terceiro movimento da terceira sinfonia ou algo assim), a Humoresque de Dvorack, e também temos uma das variações das Danças Eslavas do mesmo Dvorack.
Há certas composições de Debussy, por exemplo, perfeitas para um cenário de filme de Fantasia que realmente reflita mais do que uma ficção de fantasia comum: mas um estado de espírito, capaz de representar toda a inocência possível da Criação. Como se víssemos os campos e as florestas temperadas surgindo, numa imagem embaçada pelo senso de antiguidade e de valor do que "vemos".
Porém, existe uma composição chamada "Algerian" que só encontrei uma vez em um antigo LP. Infelizmente, em mais nenhum canto. Essa composição tinha familiaridade, ao menos para mim, com o terceiro movimento da terceira sinfonia de Brahms - porém, partindo para um destino diferente.
Há um "Fantasia" de Mozart belíssimo, cujas especificações não domino. E as virtuoses do piano, desde os antigos Lizt e Chopin até a mais recente Marta Argerich. Passando pelo Brasil, naturalmente, com as Bachianinhas de Heitor Villa-Lobos.
Também temos as outras instrumentais, como Rondó Russo, Mourir a Madrid, algumas das de Richard Clayderman e as de Zamfir. E, claro, as composições e interpretações do violonista Dilermando Reis.
Enfim, são diversas opções que, aos poucos, terminam fugindo do comum. Porém, devemos levar em conta que música também é momento, tanto físico como "espiritual". Um momento de paciência, de contemplação, de percepção dos detalhes e de toda sua continuidade. Em minha vida mesmo, passei a gostar de músicas específicas e a esquecer de outras; e ainda há as diferenças de cada pessoa, de cada percepção, que não vão nunca "sentir" algo da mesma forma que eu ou você, nem nós vamos nunca "sentir" algo de musical da mesma forma que quaisquer outras pessoas.
Assinado: João Batista Firmino Júnior.


ótimas dicas :)
ResponderExcluirDa uma passada no meu blog O Baú Cultural: http://obaucultural.blogspot.com.br/ e no novo canal que criamos: https://www.youtube.com/channel/UCCSwtWLzS_K3ztVa8Tm_YYQ
Obrigado :D
Certo, vou ver.
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