BATALHA DE CONSCIÊNCIAS
1-
Rememorando os fatos, um viajante
olha rapidamente para trás, antes de seguir para algo realmente monstruoso,
para um mundo onde poderia morrer. Observa, ao se despedir de Deverex, o seu
último vislumbre da fantasia.
Os três homens cansam-se de esperar
e retornam à Sede. Mas, quando menos esperam, a Comissão chega por meio de
centenas de aparelhos.
A nave que parecia comandar tantas
máquinas permanece estacionada próxima à órbita do planeta. Uma delas pousa
numa das placas em frente à Sede, e um alto dignitário, uma criatura com cerca
de oito centímetros de altura, surge de repente e segue para ela.
A armadilha fora bem feita, com as
defesas abertas, enquanto o dignitário desculpava a ausência de seu superior em
suas vestes riquíssimas, a nave central desligava uma das Forças.
Foram ataques sucessivos naquele
planeta próximo da Terra. Como os inimigos viram que não poderiam domina-lo,
resolveram destruí-lo, até chegar uma força de salvamento. Totalmente
desguarnecido, um dos planetas pertencente a um dos principais núcleos
povoadores, foi quase totalmente destruído, formando a atual Lua.
Durante milênios a perseguição se
prolongou, a maioria dos planetas do Sistema foi destruída totalmente, ou
apenas superficialmente. Civilizações inteiras pereceram, e a Sede (a Central)
teve de ser transferida para a atual Terra. Esses desconhecidos provinham de um
antigo Universo menos evoluído. Um grupo que, existente por uma falha das Leis,
seguira para este.
Por esse acontecimento, as Leis
foram renovadas para que tal ação se tornasse impossível de ocorrer, porém,
mesmo assim, esta poderia falhar graças à longa fase conturbada que o Conjunto
Evolutivo dos Universos e Seres (CEUS), passava. Caso isso acontecesse,
surgiriam as Linhas Falhas, formas de energia do Universo descontroladas, que
buscavam estabilidade através de um rastro de destruição. Apenas após essa fase
de correção do rastro e obtenção segura de estabilidade, as Leis seriam
realmente impossíveis de se infringir, ao menos em tese, e as Linhas Falhas
desapareceriam.
Em meio a todos esse problemas,
após a transferência temporária da Sede, o governante da Ordem no Sistema
consulta Caos, o verdadeiro governante que era na realidade uma Inteligência da
época.
Após o contato, a esposa se
descobriu grávida. Talvez essa criança fosse a resposta para tal falha
inexplicável, mas Caos informava que a falha era necessária, que não era bem
uma falha, mas que o Núcleo Evolutivo ou CEUS
estava passando por uma fase que lhe era necessária. Esses
acontecimentos para Ele eram normais.
Maiores explicações não foram
dadas, e os meses de gravidez foram esperados. O governante não possuía
interesse em saber se era menino ou menina, mas sabia que a criança seria filha
de Caos.
Paralelo a esses acontecimentos,
os cientistas descobrem o acesso para um Mundo Interno, esse era um termo
utilizado que designava qualquer realidade diferente da percebida. Através
desse acesso, foi incluída na descoberta uma espécie de Consciência em que esse
Caos não governava, não obedecia a nenhuma lei conhecida, já que esse novo
Mundo Interno estava fora de qualquer entendimento humano ou aproximado. E a
descoberta chega até a colônia.
Uma nova tecnologia era desenvolvida e,
através dela, sob a ordem de Caos, um corpo foi “construído”, um corpo
masculino totalmente biológico e já adulto. Seria nesse corpo que o enviado
pelo Caos viveria especialmente para o combate dessas forças invasoras. Aqueles
estranhos continuavam espalhando-se pelo Universo, e, no planeta Terra,
habitado apenas pela Comissão Provisória da Sede com os governantes e
cientistas do Sistema, surgia uma espécie de vida inteligente. A Sede, mantida
fechada a ataques, localizava-se no céu em forma de nuvens.
Após várias gerações, os
Invasores dominavam quase todo o planeta. A forma de vida que se tornava
inteligente, que se desenvolvia como uma espécie de animal, foi quase
totalmente exterminada.
O governante, após saber do caso,
visto que esse era o único planeta habitado do Sistema, com a ajuda de seus
cientistas dividiu os últimos sobreviventes dessa espécie em outras duas, uma
que daria origem aos demais símios, e outra que formaria os seres humanos.
Porém, aqueles Invasores possuíam uma tecnologia inesperada pelos cientistas,
criaram “personalidades” com a ajuda do Caos daquele Mundo Interno recentemente
descoberto e, com a influência dos dois grupos, os seres humanos deram origem
aos mais diversos gênios.
O corpo estava pronto, com
as características físicas baseadas na aparência dos próprios cientistas, mas
permanecia inconsciente.
Essa nova personagem,
proveniente de um Universo Exterior, poderia ser comparada a um Deus,
considerando as suas capacidades conservadas de seu Universo de origem, e foi
nomeada como Urano.
O tempo passou ainda
mais, Urano só seria despertado com a ocorrência de um grave acontecimento.
Durante esse tempo, em muitas batalhas, o grupo de Invasores foi destruído,
incluindo seus comandantes. Porém, um deles, aparentemente morto há muito
tempo, possuía uma energia especial cedida por uma Unidade Falha – que consiste
numa unidade de energia instável pertencente à formação de todos os Universos
existentes – e que, através de certos procedimentos, estabiliza-se.
Esse comandante, que
desde que se transferira de Universo possuía essa espécie de energia, pouco
antes de morrer conectou-se àquele mesmo Mundo Interno, de qualidades
distintas. Havia feito uma troca de energias com essa unidade. Simplesmente
passou a viver em outro “corpo” nesse Mundo Interno e, por vontade própria, na
época em que escolheu, retornou.
Não havia preocupações
para Caos em relação a esse acontecimento, com novas correções o problema seria
corrigido. Ele não era um ser humano, não se preocupava com o que nos preocupa,
vivia em função de suas funções, e por isso não avisara sobre o fato a ninguém.
Surge uma Civilização,
conhecida na época pelo nome aproximado de Hios ou Rios, que com o passar do
tempo atingira seu auge. A época ideal para uma nova invasão seria essa. O
governante conhecia o fato, e chegava a hora de Caos enviar a alma.
Urano é despertado, com
capacidades de um nível idêntico ao do inimigo, porém os cientistas chegam à
conclusão de que os dois, Urano e o Invasor, jamais poderiam se enfrentar, já
que ninguém triunfaria. A partir desse fato, surge a ideia de criar uma espécie
de exército, com algumas dessas capacidades, principalmente após a notícia de
que o novo Invasor já havia retornado e formava o seu.
O governante ainda
pensa em casar a filha, que já nascera e se desenvolvera após aquela longa gravidez,
com Urano, mas os organismos eram incompatíveis para se gerar um filho. A única
solução foi combinar o código genético dos dois em laboratório para pelo menos
criar um filho, apesar de futuramente o restante dos componentes do exército
serem considerado filhos e filhas de Géia e Urano.
Os primeiros experimentos
não se concretizam, numa das principais cidades de tal Civilização, em um dos
principais laboratórios, de onde surgiam apenas criaturas que não eram
pertencentes a nenhuma espécie conhecida. Depois, vieram experimentos que quase
deram certo, mas nessa cultura o homem já imperava, e as filhas foram
consideradas apenas filhas, mas não o que o governante esperava.
Após esses
contratempos, nasce um filho em laboratório, era uma criatura parecida com um
inseto, mas que poderia tomar uma forma mais humana. Tais características foram
doadas por um terceiro ser, pois só assim seria possível sedimentar o processo.
Esse foi o primeiro elemento do exército do qual Urano comandaria.
Enquanto Cronos
desenvolvia-se, o Invasor estava em uma daquelas cidades, acompanhado por um
elemento ou ser que o representava, muito temido… estava acompanhado pela
Morte, ou melhor, uma criatura na realidade não possuidora de conhecimento
crítico, uma espécie de máquina inconsciente que fora criada pelo Invasor para
destruir. E surge o primeiro componente do novo exército antagônico.
(...)continua(...)
Autor: João Batista Firmino Júnior.


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