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segunda-feira, 3 de março de 2014

Estorinha

 BATALHA DE CONSCIÊNCIAS
   
1- 

            Rememorando os fatos, um viajante olha rapidamente para trás, antes de seguir para algo realmente monstruoso, para um mundo onde poderia morrer. Observa, ao se despedir de Deverex, o seu último vislumbre da fantasia. 
            Os três homens cansam-se de esperar e retornam à Sede. Mas, quando menos esperam, a Comissão chega por meio de centenas de aparelhos.
            A nave que parecia comandar tantas máquinas permanece estacionada próxima à órbita do planeta. Uma delas pousa numa das placas em frente à Sede, e um alto dignitário, uma criatura com cerca de oito centímetros de altura, surge de repente e segue para ela.
            A armadilha fora bem feita, com as defesas abertas, enquanto o dignitário desculpava a ausência de seu superior em suas vestes riquíssimas, a nave central desligava uma das Forças.
            Foram ataques sucessivos naquele planeta próximo da Terra. Como os inimigos viram que não poderiam domina-lo, resolveram destruí-lo, até chegar uma força de salvamento. Totalmente desguarnecido, um dos planetas pertencente a um dos principais núcleos povoadores, foi quase totalmente destruído, formando a atual Lua.
             Durante milênios a perseguição se prolongou, a maioria dos planetas do Sistema foi destruída totalmente, ou apenas superficialmente. Civilizações inteiras pereceram, e a Sede (a Central) teve de ser transferida para a atual Terra. Esses desconhecidos provinham de um antigo Universo menos evoluído. Um grupo que, existente por uma falha das Leis, seguira para este.
               Por esse acontecimento, as Leis foram renovadas para que tal ação se tornasse impossível de ocorrer, porém, mesmo assim, esta poderia falhar graças à longa fase conturbada que o Conjunto Evolutivo dos Universos e Seres (CEUS), passava. Caso isso acontecesse, surgiriam as Linhas Falhas, formas de energia do Universo descontroladas, que buscavam estabilidade através de um rastro de destruição. Apenas após essa fase de correção do rastro e obtenção segura de estabilidade, as Leis seriam realmente impossíveis de se infringir, ao menos em tese, e as Linhas Falhas desapareceriam.           
             Em meio a todos esse problemas, após a transferência temporária da Sede, o governante da Ordem no Sistema consulta Caos, o verdadeiro governante que era na realidade uma Inteligência da época.
              Após o contato, a esposa se descobriu grávida. Talvez essa criança fosse a resposta para tal falha inexplicável, mas Caos informava que a falha era necessária, que não era bem uma falha, mas que o Núcleo Evolutivo ou CEUS  estava passando por uma fase que lhe era necessária. Esses acontecimentos para Ele eram normais.
              Maiores explicações não foram dadas, e os meses de gravidez foram esperados. O governante não possuía interesse em saber se era menino ou menina, mas sabia que a criança seria filha de Caos.   
              Paralelo a esses acontecimentos, os cientistas descobrem o acesso para um Mundo Interno, esse era um termo utilizado que designava qualquer realidade diferente da percebida. Através desse acesso, foi incluída na descoberta uma espécie de Consciência em que esse Caos não governava, não obedecia a nenhuma lei conhecida, já que esse novo Mundo Interno estava fora de qualquer entendimento humano ou aproximado. E a descoberta chega até a colônia.
               Uma nova tecnologia era desenvolvida e, através dela, sob a ordem de Caos, um corpo foi “construído”, um corpo masculino totalmente biológico e já adulto. Seria nesse corpo que o enviado pelo Caos viveria especialmente para o combate dessas forças invasoras. Aqueles estranhos continuavam espalhando-se pelo Universo, e, no planeta Terra, habitado apenas pela Comissão Provisória da Sede com os governantes e cientistas do Sistema, surgia uma espécie de vida inteligente. A Sede, mantida fechada a ataques, localizava-se no céu em forma de nuvens.
                Após várias gerações, os Invasores dominavam quase todo o planeta. A forma de vida que se tornava inteligente, que se desenvolvia como uma espécie de animal, foi quase totalmente exterminada.
                  O governante, após saber do caso, visto que esse era o único planeta habitado do Sistema, com a ajuda de seus cientistas dividiu os últimos sobreviventes dessa espécie em outras duas, uma que daria origem aos demais símios, e outra que formaria os seres humanos. Porém, aqueles Invasores possuíam uma tecnologia inesperada pelos cientistas, criaram “personalidades” com a ajuda do Caos daquele Mundo Interno recentemente descoberto e, com a influência dos dois grupos, os seres humanos deram origem aos mais diversos gênios.
                   O corpo estava pronto, com as características físicas baseadas na aparência dos próprios cientistas, mas permanecia inconsciente.
                    Essa nova personagem, proveniente de um Universo Exterior, poderia ser comparada a um Deus, considerando as suas capacidades conservadas de seu Universo de origem, e foi nomeada como Urano.
                       O tempo passou ainda mais, Urano só seria despertado com a ocorrência de um grave acontecimento. Durante esse tempo, em muitas batalhas, o grupo de Invasores foi destruído, incluindo seus comandantes. Porém, um deles, aparentemente morto há muito tempo, possuía uma energia especial cedida por uma Unidade Falha – que consiste numa unidade de energia instável pertencente à formação de todos os Universos existentes – e que, através de certos procedimentos, estabiliza-se.
                       Esse comandante, que desde que se transferira de Universo possuía essa espécie de energia, pouco antes de morrer conectou-se àquele mesmo Mundo Interno, de qualidades distintas. Havia feito uma troca de energias com essa unidade. Simplesmente passou a viver em outro “corpo” nesse Mundo Interno e, por vontade própria, na época em que escolheu, retornou.
                        Não havia preocupações para Caos em relação a esse acontecimento, com novas correções o problema seria corrigido. Ele não era um ser humano, não se preocupava com o que nos preocupa, vivia em função de suas funções, e por isso não avisara sobre o fato a ninguém.
                       Surge uma Civilização, conhecida na época pelo nome aproximado de Hios ou Rios, que com o passar do tempo atingira seu auge. A época ideal para uma nova invasão seria essa. O governante conhecia o fato, e chegava a hora de Caos enviar a alma.
                        Urano é despertado, com capacidades de um nível idêntico ao do inimigo, porém os cientistas chegam à conclusão de que os dois, Urano e o Invasor, jamais poderiam se enfrentar, já que ninguém triunfaria. A partir desse fato, surge a ideia de criar uma espécie de exército, com algumas dessas capacidades, principalmente após a notícia de que o novo Invasor já havia retornado e formava o seu.
                          O governante ainda pensa em casar a filha, que já nascera e se desenvolvera após aquela longa gravidez, com Urano, mas os organismos eram incompatíveis para se gerar um filho. A única solução foi combinar o código genético dos dois em laboratório para pelo menos criar um filho, apesar de futuramente o restante dos componentes do exército serem considerado filhos e filhas de Géia e Urano.
                           Os primeiros experimentos não se concretizam, numa das principais cidades de tal Civilização, em um dos principais laboratórios, de onde surgiam apenas criaturas que não eram pertencentes a nenhuma espécie conhecida. Depois, vieram experimentos que quase deram certo, mas nessa cultura o homem já imperava, e as filhas foram consideradas apenas filhas, mas não o que o governante esperava.
                             Após esses contratempos, nasce um filho em laboratório, era uma criatura parecida com um inseto, mas que poderia tomar uma forma mais humana. Tais características foram doadas por um terceiro ser, pois só assim seria possível sedimentar o processo. Esse foi o primeiro elemento do exército do qual Urano comandaria.

                             Enquanto Cronos desenvolvia-se, o Invasor estava em uma daquelas cidades, acompanhado por um elemento ou ser que o representava, muito temido… estava acompanhado pela Morte, ou melhor, uma criatura na realidade não possuidora de conhecimento crítico, uma espécie de máquina inconsciente que fora criada pelo Invasor para destruir. E surge o primeiro componente do novo exército antagônico. 

(...)continua(...)

Autor: João Batista Firmino Júnior.

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