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quarta-feira, 5 de março de 2014

Continuação da "batalha" (ou, "parte dois")

      Muito longe, uma enorme forma de vida vagava próxima a um planeta desabitado. Essa forma seguia viajando com uma velocidade enorme, aproximando-se dos limites deste Sistema.
      O comandante de uma das principais Forças seria enviado para interceptar o suposto aparelho que permanecia estacionado em algum ponto próximo da Terra – estacionado num nível de grandeza, e em movimento em outro nível, tal qual nossa ilusão do Sol parado.
       Um dos cientistas foi chamado, e em uma reunião composta por doze Especialistas, pelo comandante, além de Urano, relata:

…uma forma de vida de origem desconhecida. Sabemos que ela formou-se recentemente… Desconfiamos que a enorme massa seja uma “arma” criada pelo nosso Invasor.

                         Um dos especialistas, após verificar o relatório completo, apresenta sua opinião:

-  É melhor nem informarmos o fato a Ele (o governante), até maiores esclarecimentos. Proponho que testemos agora o grupo que criamos.

                            Urano apresenta-se, e fala:

-  Penso que seja necessário levar comigo Cr, meu filho. Seu processo de crescimento e amadurecimento foi quase instantâneo. Ele poderá treinar suas capacidades.

      Como o comandante aceitou, já que dependia dele essa autorização, partiram no mesmo dia para uma Estação localizada na órbita da Terra.
       Todos haviam comparecido, seguiam num pequeno aparelho até mais ou menos um ponto próximo da criatura. Havia nove ocupantes na nave, além de Cr que possuía uma forma quase perfeitamente humana, com exceção de sua altura além da média.
        É dado o comando, Cr “sente” alguma coisa em um de seus vários sentidos apurados. E comunica:

-  Sinto que é uma personalidade feminina, ela declara que o nosso conhecido Caos a originou.

                                   Urano reflete e comunica:

-  O que Ela quer?
-  Informar que o Centro Consciente a mandou para avisar que nós fomos abandonados, …esta civilização está decaída e que não há jeito de… Ela diz que o nosso governante terá de ser destituído. – responde, um pouco confuso.

     O comandante ou Titã (nome que intitulava a todos que chegavam a tal posto), desde o início impaciente, retorna:

-  Um momento, verifique se essa forma não está sendo…
-  Espere! – ordena gravemente Cr.

                         A nave para, todos os equipamentos deixam de funcionar. Segundo Cr:

- A forma insiste em que não devamos impedir…

       Os equipamentos voltam a funcionar, Cr começa a passar mal e, na frente de todos, retorna para sua forma verdadeira, causando pânico na nave. Cr age com um ódio imenso para com todos, principalmente Urano, e com uma de suas garras tenta atingi-lo. Mas Urano só podia se defender, pois, segundo uma das mais importantes Leis que regiam os pontos que ligavam seu corpo a Si, seus poderes não poderiam interferir em nada que viesse do Invasor.
         Urano converte-se em luz, mas não consegue destruir a forma. Mesmo teleportando toda a nave para longe, com exceção de Cr, que poderia sobreviver nas condições oferecidas pelo Espaço, a forma os perseguia, e toda a Força da estação espacial permanecia paralisada.
         Enquanto Tânato, o nome dado por Caos à Morte, controlava Cr, o Invasor estava na forma daquela estranha massa de dez quilômetros. Em toda confusão, a Morte já havia conseguido assassinar dois tripulantes, que ainda não haviam se preparado para o vácuo gelado.
        Todos tentam impedir Cr de cometer loucura maior, mas quase todos acabam mortos em apenas alguns minutos, com exceção de Titã e Urano. Caos envia telepaticamente a solução, de autoria verdadeira do próprio Urano, e ele inicia a concentração.
       Titã era sempre um dos poucos que se salvava, e Urano sente que esse indivíduo possuía as condições necessárias para o seu Exército. Titã, mesmo ferido, ataca Cr, em pleno espaço.
        O comandante da missão descobre o ponto exato em que deveria atirar e, com sua arma provocadora de choques elétricos, atira constantemente no meio do tórax da criatura. Foi um choque para a Morte, que nunca soubera o que era dor, e nunca soubera antes naquelas condições porque ninguém conseguira atingi-la daquela maneira ainda.
         No momento da saída de uma parte do poder de Tânato de Cr, ocorre uma espécie de troca, já que Titã tentava impedir a saída da Morte. Agarra-a, mas ela escapa. O choque fora muito grande, havendo uma enorme troca de energias entre Titã e a Morte.

         Urano via-se humilhado por sua incapacidade, mas consegue teleportar a nave de volta à frente da Estação, e tratar pelo menos do grande trauma sofrido por Titã, graças aos seus poderes de cura, além do trauma sofrido por Cr. A estranha forma sumira, enquanto Titã começava a desenvolver outra.    

(...)continua(...)

Autor: João Batista Firmino Júnior. Há mais de 10 anos. 

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