6- SÃO JANEIRO E ARREDORES: PELA TERRA DA VISTA LIMITADA
Vão
sendo deslumbrados os cantos mais distantes,
As
frentes dos antigos e variados jardins aos
Canteiros
já destruídos por uma indiferença…
Era
quase metade de um dia
Quando
um menino portador
De
estranha arma, o olhar maduro demais nas coisas ruins,
E
sua arma conhecida, ave de canto satânico de fogo,
Sentia
o cheiro de carne fresca e estrangeira ao longe,
Sentia
coceira nos dedos e na boca, para que fique de olho.
Um
vulto passava ao redor da entrada
Desabada
numa estrada esburacada com letras numa
Placa,
que não significavam nada ao estrangeiro com
Suas
bagagens pesadas, acrescidas às suas pernas,
Dificilmente
levadas por um Mendes de Nenhuma Vocação,
Com
um véu na cabeça antes desprotegida, observando
A
estrada que iniciava mesmo ali,
E
lá mancava assim,
Olhando
bem as calotas adormecidas no chão quente,
De
poucos sons, ainda baixos, à frente,
Onde
poucas nuvens ousavam sequer raspar ao
Lado
da grande calota tão esquentada, concentrando-se
Coisas
parecidas acima, no meio
De
um dia sofredor, no qual segurava quem o segurava, pequeno
E
inofensivo, um ente desbravador de muitos
Portões,
mesmo ao choque de mundos tão desconexos, diferenciados
Demais,
realidade de fora versus mundo tapado lá de dentro
De
não se sabe onde, que não se identifica, mesmo com nome.
O
Umbral manter-se-ia sempre por perto, alinhavando a coragem
Com
a determinação, no lugar das cordas da antiga viola, pois dera
Então,
de fios parecidos, arma quase em harpa, arqueada na barriga
De
seu ventre domesticado.
A
manhã já morrera, não protegida por um guarda fardado
De
fronte molhada, em um posto adiantado e ocupado só por ele,
No
fundo amedrontado,
Vai
Mendes tocar sua arma, que não surte efeito!
Vai
tocando mais uma vez, estranhando o outro… Nada!
Vai
tentando e do mesmo a mesma coisa no toque de
Absolutamente
nada, porém o guarda
Observava
bem a estranheza da arma de um estrangeiro,
Adiantando-se
vagamente, num olhar baixo, farejando…
Mendes
escuta um falar quebrado, ininteligível, que não
Falava
quase, e fora poucas palavras desconexas, na linguagem
De
seu povo de terra desmerecida, a coisa já assolara lá
Na
cidade de fronte adormecida em aparência na frente, do conflito
Interior
e perene…
Sabe-se
lá o que a falar o poste turbulento, era de se entender
Que
o guarda desejasse a arma, a um espanto, descumprindo um
Dever
por enquanto, como a cidade fardada de uma desculpa esfarrapada.
Ainda
antes da entrada, entrava o Umbral a lhe dizer a quem
Procurar
lá dentro, aos pés do cimento do chão batido de uma viela
Do
bairro mais próximo daquelas ruelas, alguém interessado no viajante…
Enquanto
isso, o guarda partira.
Ouvia-se,
distante, pessoas do Bairro do Morro,
No
meio da guerra comunicada pelo Umbral,
Entre
outros dois bairros, Bahia e Praia Vermelha, a leste, e
Esta
última a controlar e a lucrar na guerra, fatos a nunca
Serem
antecipados, enquanto
Entrava
Mendes a oeste, mudado de roupa, com trastes molhados, como
Um
quase mendigo desmemoriado, ante a subida do início, já sem
Estradas,
olhando as construções desalinhadas que capturavam o
Cenário,
logo na introdução, e o cheiro e os sons na tela sem esmero,
Alquebrada
naqueles precipícios de alguma mata, naquelas subidas
Disformes,
doença diluída na imitação das antigas águas que nunca
Correriam
mais por entre aquelas aparências frágeis que, de fragilidade,
Capturavam
os homens e as mulheres, que pouco apareciam, fraqueza que
Enchia
a barriga de uns meninos pequenos de idade maior que a
Cara
formalidade da aparência, que olhavam espantados,
Por
onde vinha algo, em umas ruelas sufocantes e, finalmente, gente,
Três
rapazes com vozes infantis, portadores de fuzis, mas
Diferentes
do guarda da polícia controlada, falantes
Em alguma
língua, ainda vermelha, molhada, mesmo que de
Vermelho
sem o mesmo tom que o sangue espalhado pela mão
Fechada
e atrás, que derramava o leito do rio de um visitante
Que
seguia os três ante a fala sobre um líder declarado mesmo sem
Ser
o verdadeiro mandante por aquelas terras, frase dita por um Umbral
Fazendo-se
agora de anão eunuco, fraco, como mais um perdido em terra
Na
pauta do que seria idealizado, mas nunca acontecido, pelo
Cheiro
ao redor, do podre do Grande Rio que Seguia.
Era
às escondidas, pelos passos, andante, que Mendes percebia
Que
algo não fingia bem, algo ali montado propositadamente
Para
ter aquela feição alimentada pela descrição de sua desnutrição…
O
estrangeiro observava o dito do Umbral, de que alguns bem de trás,
Por
trás do pano, enviavam-se com fantasias, queriam imitar a Grande Mãe,
Em
disfarces, em mitos mentirosos, para alimentar um poder para
Justamente
a própria vítima completamente sem saber, para usar isto
Em
um processo maior movido por outros como também pelo governo da Capital,
Era
só o Umbral, único a entender para cá na casa de Mendes de Nenhuma
Vocação
uma linguagem tão pouco vista e entendida, linguagem da
Boca
ilustre do guarda e de tantos cochichos de espantalhos aos lados,
Que
adoram ser espantalhos, como muitos anões, nunca como um
Pedaço
condigno do Braz, em disfarces de criança, aos fuzis
Nem
de perto de verdade, pois não havia vida
Naquele
embuste de um poder feio lá de se esconder, apenas a
Aparecer
quando parte de sua verdade nunca verdadeira é tornada
Bela
armação inviolada por ter, em seu ventre, o lado do seu outro lado
Na
terra de gente de dois rostos, num pensamento doído na mente
De
Mendes de Nenhuma Vocação que se espanta, ao ver, distante,
Amontoados
de violas, ao léu, queimadas pela indiferença, não
Violões
verdadeiros, mas cantorias inutilizadas, de arma de não tão
Potência
nos galhos de folhas podres, porém de larga escala temerária
Aos
sustentadores da raiz, pêlos do bigode de um alongamento que apenas
Sustenta
um mal que é ele mesmo, malefício alimentado pela atenção de lixo;
Os
pêlos mesmo eram os que faziam de verdade, que não ficavam no sugar do
Simples
ar, ou numa ação nas
Jazidas
já bem elaboradas daquelas águas misturadas
Ao
defecado de algum pequeno ser com corpo de barril… mas no mote puro,
Mote
infelizmente danificado, e assim a contaminar o Grande Rio que Segue,
A
criar cenários adequados nos males, ferindo a Grande Mãe e desfazendo
A
Primeira Palavra do Trovador, para se nutrir pelas extensas nuvens negras
Invasoras
do Grande Rio que Seguia evaporado, eis que é bem como age,
Bem
a tentar clamar contra o Trovador, nunca xenófobo, a sempre adotar
Medidas
novas a um crescimento constante, em evolução nunca
Antes
praticada por aqueles seres-barris que não crescem, alargam-se à
Força
de uma arma de uma revolta de mentira,
Trovador,
isto sim, a ser de preconceito apenas às palavras vazias,
Em
torpeza bêbada de algo que tenta imitar a beberagem de um Braz,
Que
implicam num apontamento da alienação desmedida, em busca
Da
posição melhor de uma superioridade maior que a do Trovador,
Conjunto
de Leis de um Sem Nome criador do molde, mote inicial
Da
tração capital e estupenda, Inominado
Que
faz jus à sua verdadeira condição, contra porcaria inusitada e
Imitadora
que…
Que
não sabe que o Sem Nome tem nome, por assim se apresentar aqui
No
átrio grandioso do olho esquerdo de um Mendes de Nenhuma Vocação,
Olho
a vigiar seu irmão à direita, a acordar e a ver, agora, um grito
Do
único adulto e seus três meninotes aduladores, naquela
Mansão
do topo, imitadores dos pedaços que formam um Braz, que
Mendes
entendia como seu povo de fé, os homenzinhos disfarçados em
Rapazes,
capazes de se juntar a formar um braZil, palavra
Demonstrada
e demonstrando imenso vazio na pronúncia da larga
Extensão
de uma nação, perigo tornado iminente pela sensação
A
ser causada, e mãe das figuras ornamentais do castelo do Príncipe
Do
Bairro do Morro, a lhes fitar, esperando a apresentação, e os dois,
Sem
escolha, vão… E urge que quem primeiro fala é o Umbral:
“Senhor,
Alto, viemos para consagrar uma salvação à imagem de um fato
Que
é a desgraça da terra do homem ao lado de mim aqui.”
O
Príncipe apenas espreita, olho no olho, e ordena:
“O
outro… Vamos, fales!”
Vai
Mendes sufocado por tanto lugar fechado:
“Vim
aqui assim a procurar o Norte e o Este que,
Dizem,
habitam próximo daqui,
Para,
deste modo, uni-los, talvez, e
Refazer
o bem que não mais habita a minha terra.”
O
Príncipe, criança sem inocência, ri:
“Besteira!
Digas logo o que queres,
Invente,
pelo menos, desculpa convincente!”
Mendes
insiste, e não consegue
Mudar
o contexto da verdade
Do
que presenciara, nem era outra
Pessoa
para mudar sua impressão pessoal
De
tudo que lhe avivava a mente.
O
Príncipe retira-se logo, e os dois são
Tratados
como intrusos e, como tais, jogados
Num
lugar nos fundos de um Palácio, numa
Espécie
de cela sem teto, mas de altos muros
Ao
céu nublado de um dia escuro, de costas para as questões de baixo,
Vão
eles a um canto quase vazio e próximo a uma outra sala de audiências,
Prisão
habitada antes apenas por um senhor de indefinida aparência,
De
roupas sujas e sem calçados, de
Rosto
trancado e de olhar desconfiado
Perante
os dois estrangeiros que lá
Foram
trancafiados com ele, até segunda ordem.
O
recinto parecia apertado, e ia apertando o
Coração
de um Mendes de Nenhuma Vocação
A
temer um velhaco que mal olhava, mas
Queria
olhar, sentado ao fundo,
Encolhido
como um sapo cururu prestes
A
lhe atacar e a lhe acabar com os últimos
Tons
rosados de um viajante agora também
Desprotegido
por um Umbral que não agüentava
Viver
preso finalizando e, assim, abandonara-o magicamente.
O
medo bombeava adrenalina e lubrificava os olhos
De
um Mendes, e lubrificava suas sensações,
Tão
sabidas a ponto de criarem impressões,
Impressas
pela imagem criada, pelos sons escutados,
Digeridos,
falados, pelo som ouvido, por um
“nhama”,
“nhama”, “nhama”…
Mend’nada
ficara muito pequeno,
Tanto
que o Trovador resumira-o a nada numa intitulação,
Pois,
na terra do papel do solo cortado
Em
versos, o Trovador criava pelas palavras,
E
por elas denominava, agora era a chamar
Mendes
de Nenhuma Vocação de Mend’nada.
Treteiro!
O velho era sabido, chamava, chamava, em preces…
Depois,
olha praqueles olhos lubrificados intimidados, que
Diminuíam
e eram engolidos pelo cristal sujo que mostrava seu futuro,
Que
empurrava o corpo enferrujado,
Que
acalmava, ante solidez de forma intencionada,
Um
Mend’nada que estendia a mão que sangrava.
O
ancião observa (ainda mais após o voo brilhante do Umbral abandonador)
E aperta,
e confia:
“Sou
José-dos-Pés-Quentes
Temente
a tudo, agora reduzido a nada.
Saí
num samba antes maravilhoso,
Maravilha
na minha terra, e tanta
Que
foi melando num melado doce,
E
tanto que perdeu o gosto,
Desde
tanto o desgosto.
Em
terras cariocas, flui na rotina bela
Da
nobre terra antes chamada Brasilis,
Do
tamanho de nossa mente,
Que
foi diminuindo, pelas vozes dos responsáveis por isto aqui!
Diminuindo
e tornando-se esta cidade!
E
foi abusando, não mais nobre nação,
Virou
uma casa dividida
Num
eterno rio de São Janeiro, um
Grande
Rio que Seguia, grande vazio, esguio, pelas
Forças
de longe…
Era
todo dia, e vinha também, depois de décadas,
Bahia
de baiana que abusara…
E
vi que a minha terra estava sendo guiada em trilhos,
Marchando,
mas marchando como trem sem rumo,
Resumindo-se
a nada!
Tudo
está como uma casa
Bem
rotinizada, é da terra do clichê
Do
Rio de São Janeiro e da Bahia da baiana
Que
vai rodando e tonteando, casa dividida
Em
horizontes limitados, a qual prefiro não pertencer…
É
mais fácil de controlar para alguns,
É
assim que continuo não mais sendo de pés quentes,
Esfriado
pela tormenta que invadiu aqui, quando eu a comandar
Minha
tentativa de convencer… que aqueles maneirismos não eram reais…
Falei
com um, conhecido pelo som sonoro de ‘moleque’, e vi
Que
estava numa Indústria irrigada por Grande Rio que Seguia que vinha
Trazendo
para bairro oposto as Nove Baianas Reais…”
O
velho não parava de sentir cheiro, cheiro
Do
que quisesse detectar, cheiro daquela arma
Já
tomada, e não parava:
“Sinto
que tua arma era arqueada, que
Era
composta pelos fios de vibração
Das
mais fortes, da Nona Baiana guardiã de
Seu
Forte, pelos cabelos daquela injuriosa,
Sei
mais que sabes tu,
Sei,
pelo faro de uma… Face
De
um Melro Caçador, um de
Seus
olhos de disfarce, sou parte
Dele,
meu amigo, sou sem culpa como ele,
Sou,
neste caso, ainda José-dos-Pés-Quentes,
E é
nesse Forte onde poderás subir e chegar aos
Céus
de um Olimpo, acima da sombra ocasional
Do
Monte dantes do deserto – e manifesto-me na penumbra –
E
nele…”
Mendes
volta a ser de Nenhuma Vocação,
Mas
não consegue falar, em meio a um entorpecimento
Do
cansaço da viagem a qual não sabia que cansava,
Nem
sabia ser real,
E
ouve as trombetas de um céu agitado, e um tal de
José-dos-Pés-Quentes
encolhe-se do outro lado, e mira
Para
cima, apontando com os olhos.
Sirenes
ecoavam fazendo mexer a sopa servida por baixo,
José-dos-Pés-Quentes
fazia das suas
Ao
retorcer a realidade,
E
Mendes imitava, intimidado, fraco,
Era
uma invasão, e Mendes sabia que o velho sabia, sabia
Que
era a hora da fuga, que o Umbral lhe dizia ainda e de alguma
Forma
pela mente na esperança desmedida porém impedida de atravessar ainda
O
portão de cálido olhar de ferro, que machucava, pressionava,
Diminuía
o volume de um gás que escapava, gás bastante, e eternamente,
E
aumentava a temperatura fazendo constante impiedosa pelo
Leito
de um Anjo que acordava dos Elísios, um dos filhos de
Uma
mente elevada pelo Trovador e pelo venerável Eliseu representante do Homem,
Era
o céu a agitar-se como fumaça sulfurosa e rosada,
E
nas sete cores, era o
Lixo
que se retorcia lá embaixo a espantar-se assim e a fugir, eram
Os miúdos
a galopar em seus cavalos de crack,
Vinha
um Anjo glamoroso lá de cima das crinas arrebentadas
De
um cavalo em que corríamos por um viajante reduzido
A um fracasso, mas ainda bem cuidado pelo
Trovador.
José-dos-Pés-Quentes
deixa a reza e berra:
“Mazda!”
Mendes
de Nenhum Entendimento entretia-se estudando
As
formas louçãs de rolos graciosos de um cabelo vermelho,
Em
olhos despretensiosos em olhares imponentes, mas de mãos impotentes
Ante
a glória do Trovador, vinha em véu
Branco
de linhas azuladas, como que vestido em outro Anjo de cabelos azuis,
Como
que encarcerado por tanta Beleza pagã aos olhos dele mesmo, que
Se
olhava pelas órbitas e via-se como ser humano tal como um Mendes.
Mazda
pousa a uns parcos metros, tendo, aos pés, reflexo de olhos flamejantes
De
interesse em escapar, mas seu interesse era Mendes, que se interessava
Na
soltura do velho.
O
Anjo fala, virando-se para os dois:
“Represento
a grande mente trovadoresca, que admite ter errado.
Não
sou como falsa santidade de toda gente dessa nação tempestuosa,
Nação
humana de gente e em toda parte, pelo planeta.
Vim
aqui a salvar-te, Mendes, sei que somos, e informo informalmente
Que
sou como tu, pois te observei, e sei que queres como eu, e que
Somos
como um só, que liga o homem a Deus, pelo canto trovadoresco,
Faço
como tu desejas pela mente que lido e conheço, acato
A
decisão de um vate como tu, mesmo sem a viola, e te devolverei o violão,
E
levo o velho aí ao teu lado, e levo a tua vida
Com
você junto.”
O
Anjo transforma-se numa manopla que os agarra, e o velho encolhe-se…
Mendes
sente ainda um desconforto atazanante: medo de altura!
Altura
que mostra na visão lá de baixo,
Mesmo
preso pelas tranças de uma nuvem trançada e forte,
Vê
a prisão encolher-se, vê alguns seres-barris, roliços,
Fugirem
apavorados, ninguém mais naquelas barras de um concreto amofinado,
Vai
vendo o mundo encolher e sumir como um dos olhos, ou uma das espinhas
Do
rosto da Grande Mãe, disforme em Beleza, de única filha que a decepcionara,
E o
Anjo percebe as palavras, entre dimensões distantes…
Entre
as
Diletas
unções de uma junção de mundos incoerentes, do de cá,
Escutara
o dito do vate escrito como igual a todos os outros, a todos vocês,
A
ti, aqui a ler, a ler assim e a ver, a ver
A
surgir o Monstro a ser acuado, único a ser forte o suficiente a
Destronar
Grande Rio que Seguia,
Males
de uma sociedade deveriam deixar de alimentar as águas
Daquele
rio vaporizado e próximo das nuvens do Anjo Mazda.
Nem
Mendes nem José percebe, José fugira na
hora certa, para longe,
Mendes
logo veria o Monstro (nascido do Rio antigo),
Se
não fosse antes perdido, inconsciente,
Nas
garras da Feiúra de Nona Baiana tornada cantora distópica,
Nas
garras da Feiúra naquela voz demente, é para onde
Vai
Mendes, capturado, até a Capital, flutuante
Em
suas nuvens, cheia de Estrelas inumanas, cheia
De
pregas num céu corrupto!
Mas
dera tempo, mesmo assim, ao Anjo dar-lhe a viola,
Escondida
no olhar esconso de um Mendes, prestes
A
tocá-la na hora certa, a tocá-la na frente
Do
Rei ordenante do Príncipe frouxo! 

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