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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

6- SÃO JANEIRO E ARREDORES: PELA TERRA DA VISTA LIMITADA


Vão sendo deslumbrados os cantos mais distantes,
As frentes dos antigos e variados jardins aos
Canteiros já destruídos por uma indiferença…
Era quase metade de um dia
Quando um menino portador
De estranha arma, o olhar maduro demais nas coisas ruins,
E sua arma conhecida, ave de canto satânico de fogo,
Sentia o cheiro de carne fresca e estrangeira ao longe,
Sentia coceira nos dedos e na boca, para que fique de olho.
Um vulto passava ao redor da entrada
Desabada numa estrada esburacada com letras numa
Placa, que não significavam nada ao estrangeiro com
Suas bagagens pesadas, acrescidas às suas pernas,
Dificilmente levadas por um Mendes de Nenhuma Vocação,
Com um véu na cabeça antes desprotegida, observando
A estrada que iniciava mesmo ali,
E lá mancava assim,
Olhando bem as calotas adormecidas no chão quente,
De poucos sons, ainda baixos, à frente,
Onde poucas nuvens ousavam sequer raspar ao
Lado da grande calota tão esquentada, concentrando-se
Coisas parecidas acima, no meio
De um dia sofredor, no qual segurava quem o segurava, pequeno
E inofensivo, um ente desbravador de muitos
Portões, mesmo ao choque de mundos tão desconexos, diferenciados
Demais, realidade de fora versus mundo tapado lá de dentro
De não se sabe onde, que não se identifica, mesmo com nome.
O Umbral manter-se-ia sempre por perto, alinhavando a coragem
Com a determinação, no lugar das cordas da antiga viola, pois dera
Então, de fios parecidos, arma quase em harpa, arqueada na barriga
De seu ventre domesticado.
A manhã já morrera, não protegida por um guarda fardado
De fronte molhada, em um posto adiantado e ocupado só por ele,
No fundo amedrontado,
Vai Mendes tocar sua arma, que não surte efeito!
Vai tocando mais uma vez, estranhando o outro… Nada!
Vai tentando e do mesmo a mesma coisa no toque de
Absolutamente nada, porém o guarda
Observava bem a estranheza da arma de um estrangeiro,
Adiantando-se vagamente, num olhar baixo, farejando…
Mendes escuta um falar quebrado, ininteligível, que não
Falava quase, e fora poucas palavras desconexas, na linguagem
De seu povo de terra desmerecida, a coisa já assolara lá
Na cidade de fronte adormecida em aparência na frente, do conflito
Interior e perene…
Sabe-se lá o que a falar o poste turbulento, era de se entender
Que o guarda desejasse a arma, a um espanto, descumprindo um
Dever por enquanto, como a cidade fardada de uma desculpa esfarrapada.
Ainda antes da entrada, entrava o Umbral a lhe dizer a quem
Procurar lá dentro, aos pés do cimento do chão batido de uma viela
Do bairro mais próximo daquelas ruelas, alguém interessado no viajante…
Enquanto isso, o guarda partira.

Ouvia-se, distante, pessoas do Bairro do Morro,
No meio da guerra comunicada pelo Umbral,
Entre outros dois bairros, Bahia e Praia Vermelha, a leste, e
Esta última a controlar e a lucrar na guerra, fatos a nunca
Serem antecipados, enquanto
Entrava Mendes a oeste, mudado de roupa, com trastes molhados, como
Um quase mendigo desmemoriado, ante a subida do início, já sem
Estradas, olhando as construções desalinhadas que capturavam o
Cenário, logo na introdução, e o cheiro e os sons na tela sem esmero,
Alquebrada naqueles precipícios de alguma mata, naquelas subidas
Disformes, doença diluída na imitação das antigas águas que nunca
Correriam mais por entre aquelas aparências frágeis que, de fragilidade,
Capturavam os homens e as mulheres, que pouco apareciam, fraqueza que
Enchia a barriga de uns meninos pequenos de idade maior que a
Cara formalidade da aparência, que olhavam espantados,
Por onde vinha algo, em umas ruelas sufocantes e, finalmente, gente,
Três rapazes com vozes infantis, portadores de fuzis, mas
Diferentes do guarda da polícia controlada, falantes
Em alguma língua, ainda vermelha, molhada, mesmo que de
Vermelho sem o mesmo tom que o sangue espalhado pela mão
Fechada e atrás, que derramava o leito do rio de um visitante
Que seguia os três ante a fala sobre um líder declarado mesmo sem
Ser o verdadeiro mandante por aquelas terras, frase dita por um Umbral
Fazendo-se agora de anão eunuco, fraco, como mais um perdido em terra
Na pauta do que seria idealizado, mas nunca acontecido, pelo
Cheiro ao redor, do podre do Grande Rio que Seguia.

Era às escondidas, pelos passos, andante, que Mendes percebia
Que algo não fingia bem, algo ali montado propositadamente
Para ter aquela feição alimentada pela descrição de sua desnutrição…
O estrangeiro observava o dito do Umbral, de que alguns bem de trás,
Por trás do pano, enviavam-se com fantasias, queriam imitar a Grande Mãe,
Em disfarces, em mitos mentirosos, para alimentar um poder para
Justamente a própria vítima completamente sem saber, para usar isto
Em um processo maior movido por outros como também pelo governo da Capital,
Era só o Umbral, único a entender para cá na casa de Mendes de Nenhuma
Vocação uma linguagem tão pouco vista e entendida, linguagem da
Boca ilustre do guarda e de tantos cochichos de espantalhos aos lados,
Que adoram ser espantalhos, como muitos anões, nunca como um
Pedaço condigno do Braz, em disfarces de criança, aos fuzis
Nem de perto de verdade, pois não havia vida
Naquele embuste de um poder feio lá de se esconder, apenas a
Aparecer quando parte de sua verdade nunca verdadeira é tornada
Bela armação inviolada por ter, em seu ventre, o lado do seu outro lado
Na terra de gente de dois rostos, num pensamento doído na mente
De Mendes de Nenhuma Vocação que se espanta, ao ver, distante,
Amontoados de violas, ao léu, queimadas pela indiferença, não
Violões verdadeiros, mas cantorias inutilizadas, de arma de não tão
Potência nos galhos de folhas podres, porém de larga escala temerária
Aos sustentadores da raiz, pêlos do bigode de um alongamento que apenas
Sustenta um mal que é ele mesmo, malefício alimentado pela atenção de lixo;
Os pêlos mesmo eram os que faziam de verdade, que não ficavam no sugar do
Simples ar, ou numa ação nas
Jazidas já bem elaboradas daquelas águas misturadas
Ao defecado de algum pequeno ser com corpo de barril… mas no mote puro,
Mote infelizmente danificado, e assim a contaminar o Grande Rio que Segue,
A criar cenários adequados nos males, ferindo a Grande Mãe e desfazendo
A Primeira Palavra do Trovador, para se nutrir pelas extensas nuvens negras
Invasoras do Grande Rio que Seguia evaporado, eis que é bem como age,
Bem a tentar clamar contra o Trovador, nunca xenófobo, a sempre adotar
Medidas novas a um crescimento constante, em evolução nunca
Antes praticada por aqueles seres-barris que não crescem, alargam-se à
Força de uma arma de uma revolta de mentira,
Trovador, isto sim, a ser de preconceito apenas às palavras vazias,
Em torpeza bêbada de algo que tenta imitar a beberagem de um Braz,
Que implicam num apontamento da alienação desmedida, em busca
Da posição melhor de uma superioridade maior que a do Trovador,
Conjunto de Leis de um Sem Nome criador do molde, mote inicial
Da tração capital e estupenda, Inominado
Que faz jus à sua verdadeira condição, contra porcaria inusitada e
Imitadora que…
Que não sabe que o Sem Nome tem nome, por assim se apresentar aqui
No átrio grandioso do olho esquerdo de um Mendes de Nenhuma Vocação,
Olho a vigiar seu irmão à direita, a acordar e a ver, agora, um grito
Do único adulto e seus três meninotes aduladores, naquela
Mansão do topo, imitadores dos pedaços que formam um Braz, que
Mendes entendia como seu povo de fé, os homenzinhos disfarçados em
Rapazes, capazes de se juntar a formar um braZil, palavra
Demonstrada e demonstrando imenso vazio na pronúncia da larga
Extensão de uma nação, perigo tornado iminente pela sensação
A ser causada, e mãe das figuras ornamentais do castelo do Príncipe
Do Bairro do Morro, a lhes fitar, esperando a apresentação, e os dois,
Sem escolha, vão… E urge que quem primeiro fala é o Umbral: 

“Senhor, Alto, viemos para consagrar uma salvação à imagem de um fato
Que é a desgraça da terra do homem ao lado de mim aqui.”

O Príncipe apenas espreita, olho no olho, e ordena:

“O outro… Vamos, fales!”

Vai Mendes sufocado por tanto lugar fechado:

“Vim aqui assim a procurar o Norte e o Este que,
Dizem, habitam próximo daqui,
Para, deste modo, uni-los, talvez, e
Refazer o bem que não mais habita a minha terra.”

O Príncipe, criança sem inocência, ri:

“Besteira! Digas logo o que queres,
Invente, pelo menos, desculpa convincente!”

Mendes insiste, e não consegue
Mudar o contexto da verdade
Do que presenciara, nem era outra
Pessoa para mudar sua impressão pessoal
De tudo que lhe avivava a mente.
O Príncipe retira-se logo, e os dois são
Tratados como intrusos e, como tais, jogados
Num lugar nos fundos de um Palácio, numa
Espécie de cela sem teto, mas de altos muros
Ao céu nublado de um dia escuro, de costas para as questões de baixo,
Vão eles a um canto quase vazio e próximo a uma outra sala de audiências,
Prisão habitada antes apenas por um senhor de indefinida aparência,
De roupas sujas e sem calçados, de
Rosto trancado e de olhar desconfiado
Perante os dois estrangeiros que lá
Foram trancafiados com ele, até segunda ordem.
O recinto parecia apertado, e ia apertando o
Coração de um Mendes de Nenhuma Vocação
A temer um velhaco que mal olhava, mas
Queria olhar, sentado ao fundo,
Encolhido como um sapo cururu prestes
A lhe atacar e a lhe acabar com os últimos
Tons rosados de um viajante agora também
Desprotegido por um Umbral que não agüentava
Viver preso finalizando e, assim, abandonara-o magicamente.
O medo bombeava adrenalina e lubrificava os olhos
De um Mendes, e lubrificava suas sensações,
Tão sabidas a ponto de criarem impressões,
Impressas pela imagem criada, pelos sons escutados,
Digeridos, falados, pelo som ouvido, por um
“nhama”, “nhama”, “nhama”…
Mend’nada ficara muito pequeno,
Tanto que o Trovador resumira-o a nada numa intitulação,
Pois, na terra do papel do solo cortado
Em versos, o Trovador criava pelas palavras,
E por elas denominava, agora era a chamar
Mendes de Nenhuma Vocação de Mend’nada.
Treteiro! O velho era sabido, chamava, chamava, em preces…
Depois, olha praqueles olhos lubrificados intimidados, que
Diminuíam e eram engolidos pelo cristal sujo que mostrava seu futuro,
Que empurrava o corpo enferrujado,
Que acalmava, ante solidez de forma intencionada,
Um Mend’nada que estendia a mão que sangrava.
O ancião observa (ainda mais após o voo brilhante do Umbral abandonador)
E aperta, e confia:

“Sou José-dos-Pés-Quentes
Temente a tudo, agora reduzido a nada.
Saí num samba antes maravilhoso,
Maravilha na minha terra, e tanta
Que foi melando num melado doce,
E tanto que perdeu o gosto,
Desde tanto o desgosto.
Em terras cariocas, flui na rotina bela
Da nobre terra antes chamada Brasilis,
Do tamanho de nossa mente,
Que foi diminuindo, pelas vozes dos responsáveis por isto aqui!
Diminuindo e tornando-se esta cidade!
E foi abusando, não mais nobre nação,
Virou uma casa dividida
Num eterno rio de São Janeiro, um
Grande Rio que Seguia, grande vazio, esguio, pelas
Forças de longe…
Era todo dia, e vinha também, depois de décadas,
Bahia de baiana que abusara…
E vi que a minha terra estava sendo guiada em trilhos,
Marchando, mas marchando como trem sem rumo,
Resumindo-se a nada!
Tudo está como uma casa
Bem rotinizada, é da terra do clichê
Do Rio de São Janeiro e da Bahia da baiana
Que vai rodando e tonteando, casa dividida
Em horizontes limitados, a qual prefiro não pertencer…
É mais fácil de controlar para alguns,
É assim que continuo não mais sendo de pés quentes,
Esfriado pela tormenta que invadiu aqui, quando eu a comandar
Minha tentativa de convencer… que aqueles maneirismos não eram reais…
Falei com um, conhecido pelo som sonoro de ‘moleque’, e vi
Que estava numa Indústria irrigada por Grande Rio que Seguia que vinha
Trazendo para bairro oposto as Nove Baianas Reais…”

O velho não parava de sentir cheiro, cheiro
Do que quisesse detectar, cheiro daquela arma
Já tomada, e não parava:

“Sinto que tua arma era arqueada, que
Era composta pelos fios de vibração
Das mais fortes, da Nona Baiana guardiã de
Seu Forte, pelos cabelos daquela injuriosa,
Sei mais que sabes tu,
Sei, pelo faro de uma… Face
De um Melro Caçador, um de
Seus olhos de disfarce, sou parte
Dele, meu amigo, sou sem culpa como ele,
Sou, neste caso, ainda José-dos-Pés-Quentes,
E é nesse Forte onde poderás subir e chegar aos
Céus de um Olimpo, acima da sombra ocasional
Do Monte dantes do deserto – e manifesto-me na penumbra –
E nele…”

Mendes volta a ser de Nenhuma Vocação,
Mas não consegue falar, em meio a um entorpecimento
Do cansaço da viagem a qual não sabia que cansava,
Nem sabia ser real,
E ouve as trombetas de um céu agitado, e um tal de
José-dos-Pés-Quentes encolhe-se do outro lado, e mira
Para cima, apontando com os olhos.   
Sirenes ecoavam fazendo mexer a sopa servida por baixo,
José-dos-Pés-Quentes fazia das suas
Ao retorcer a realidade,
E Mendes imitava, intimidado, fraco,
Era uma invasão, e Mendes sabia que o velho sabia, sabia
Que era a hora da fuga, que o Umbral lhe dizia ainda e de alguma
Forma pela mente na esperança desmedida porém impedida de atravessar ainda
O portão de cálido olhar de ferro, que machucava, pressionava,
Diminuía o volume de um gás que escapava, gás bastante, e eternamente,
E aumentava a temperatura fazendo constante impiedosa pelo
Leito de um Anjo que acordava dos Elísios, um dos filhos de
Uma mente elevada pelo Trovador e pelo venerável Eliseu representante do Homem,
Era o céu a agitar-se como fumaça sulfurosa e rosada,
E nas sete cores, era o
Lixo que se retorcia lá embaixo a espantar-se assim e a fugir, eram
Os miúdos a galopar em seus cavalos de crack,
Vinha um Anjo glamoroso lá de cima das crinas arrebentadas
De um cavalo em que corríamos por um viajante reduzido
A  um fracasso, mas ainda bem cuidado pelo Trovador.
José-dos-Pés-Quentes deixa a reza e berra:

“Mazda!”

Mendes de Nenhum Entendimento entretia-se estudando
As formas louçãs de rolos graciosos de um cabelo vermelho,
Em olhos despretensiosos em olhares imponentes, mas de mãos impotentes
Ante a glória do Trovador, vinha em véu
Branco de linhas azuladas, como que vestido em outro Anjo de cabelos azuis,
Como que encarcerado por tanta Beleza pagã aos olhos dele mesmo, que
Se olhava pelas órbitas e via-se como ser humano tal como um Mendes.
Mazda pousa a uns parcos metros, tendo, aos pés, reflexo de olhos flamejantes
De interesse em escapar, mas seu interesse era Mendes, que se interessava
Na soltura do velho.
O Anjo fala, virando-se para os dois:

“Represento a grande mente trovadoresca, que admite ter errado.
Não sou como falsa santidade de toda gente dessa nação tempestuosa,
Nação humana de gente e em toda parte, pelo planeta.
Vim aqui a salvar-te, Mendes, sei que somos, e informo informalmente
Que sou como tu, pois te observei, e sei que queres como eu, e que
Somos como um só, que liga o homem a Deus, pelo canto trovadoresco,
Faço como tu desejas pela mente que lido e conheço, acato
A decisão de um vate como tu, mesmo sem a viola, e te devolverei o violão,
E levo o velho aí ao teu lado, e levo a tua vida
Com você junto.”

O Anjo transforma-se numa manopla que os agarra, e o velho encolhe-se…
Mendes sente ainda um desconforto atazanante: medo de altura!
Altura que mostra na visão lá de baixo,
Mesmo preso pelas tranças de uma nuvem trançada e forte,
Vê a prisão encolher-se, vê alguns seres-barris, roliços,
Fugirem apavorados, ninguém mais naquelas barras de um concreto amofinado,
Vai vendo o mundo encolher e sumir como um dos olhos, ou uma das espinhas
Do rosto da Grande Mãe, disforme em Beleza, de única filha que a decepcionara,
E o Anjo percebe as palavras, entre dimensões distantes…
Entre as
Diletas unções de uma junção de mundos incoerentes, do de cá,
Escutara o dito do vate escrito como igual a todos os outros, a todos vocês,
A ti, aqui a ler, a ler assim e a ver, a ver
A surgir o Monstro a ser acuado, único a ser forte o suficiente a
Destronar Grande Rio que Seguia,
Males de uma sociedade deveriam deixar de alimentar as águas
Daquele rio vaporizado e próximo das nuvens do Anjo Mazda.
Nem Mendes nem  José percebe, José fugira na hora certa, para longe,
Mendes logo veria o Monstro (nascido do Rio antigo),
Se não fosse antes perdido, inconsciente,
Nas garras da Feiúra de Nona Baiana tornada cantora distópica,
Nas garras da Feiúra naquela voz demente, é para onde
Vai Mendes, capturado, até a Capital, flutuante
Em suas nuvens, cheia de Estrelas inumanas, cheia
De pregas num céu corrupto!
Mas dera tempo, mesmo assim, ao Anjo dar-lhe a viola,
Escondida no olhar esconso de um Mendes, prestes
A tocá-la na hora certa, a tocá-la na frente
Do Rei ordenante do Príncipe frouxo! 



Autor: João Batista Firmino Júnior. 

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