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terça-feira, 6 de junho de 2017

Indo além do "tutorial"...



Quase dois anos sem publicar nada aqui. Realmente...

Nos últimos tempos, dentre outras áreas do Geoprocessamento, venho interessado em análises espaciais por meio do QGIS e do ArcGIS. Mas, sobretudo, mediante a base para essas análises de SIG: o conhecimento em banco de dados geográficos.

Há diversos blogues, em mais de um idioma, bastante interessantes sobre a área. Aqui, meu intuito é muito mais abordar algumas noções, para pessoas que ainda são meras curiosas no assunto.

O primeiro passo talvez esteja em entender que tudo o que nós vamos fazer de importante e minimamente complexo depende de um Planejamento.

Planejamento com que finalidade, no caso de Banco de Dados Geográficos? No de, uma vez sendo base para os Sistemas de Informações Geográficas, fornecer uma estrutura lógica para um usuário avançado manipular dados com o intuito de extrair informações geográficas. De forma a extrapolar o conhecimento "tutorial" sobre certos aplicativos. De forma a ultrapassar o "passo-a-passo" e fornecer instrumentos para o pensamento crítico, estratégico, desse tipo de usuário, que vai em busca, por exemplo, desde informações "tradicionais", numéricas ou de texto, até a visualização de formas geométricas, relações topológicas, bem como a determinação de áreas, comprimentos, distâncias, de acordo com o sistema de referência, o sistema de projeção e mesmo a escala das feições geográficas.

Por trás de tal sistema há uma lógica para mim confusa e complexa. Mas é possível prover estruturas em SQL, baseadas em um planejamento através de:

a) Problemática e Objetivo (ou, se quisermos, um Plano de Negócio com as regras do jogo);

b) Abstração mediante "classes" (palavra minha, sem qualquer relação com a definição "oficial") ou relações, suas funções e atributos, seus relacionamentos com outras relações ou entidades (o esquema conceitual);

c) A transformação em um esquema lógico (essa sim a parte mais complicada, a meu ver), com a metodologia de como de fato aquele "mundo das ideias" será aplicado num script em SQL;

d) O esquema físico sob a forma do script em SQL;

e) O computador entendendo o script (banco em funcionamento);

f) O humano extraindo informação e gerando, com ela, conhecimento...

Com base nos conhecimentos e na mudança da realidade com o tempo, uma nova necessidade, uma nova problemática e, por sua vez, um novo projeto.

Em suma, quero ressaltar a utilidade do conhecimento que vai além do tutorial. Não se trata de trocar um ambiente eficiente e esteticamente bem elaborado... não se trata de trocar uma interface bem-feita para que o gestor tenha que lidar diretamente com SQL e até ambiente DOS (ainda que nesse universo se possa manipular mais "diretamente" a lógica como se desejam os dados, e as informações geradas). Mas de aprender a pensar.

Aprender a pensar com Geografia. E, através dela, permitir a visualização não apenas "física", mas mental, de uma realidade dinâmica sobre uma gama variada de disciplinas. Reunindo conhecimentos de cartografia, SIG (ou GIS), Sensoriamento Remoto,... para uma análise espacial "com conhecimento de causa", consequência, finalidade... com método e estudo do método.

No final das contas, o mesmo vale, de forma pouco diferente, para um escritor e seu programa de edição de textos: do que vale compreender decoradamente, e mesmo "na prática", todo o tutorial, sem nem ao menos ter o que dizer?  


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