É parte do
conhecimento comum que nosso planeta possui bilhões de anos de existência e
diferentes fases de evolução, destruições diversas, recomeços. Por outro lado,
temos ao menos dois planetas rochosos (além de Mercúrio, que aqui não estou
levando em consideração), com proximidade maior para conosco. São planetas como
Vênus e Marte, que, no decorrer desse período, também tiveram suas fases, seus
períodos, seus avanços e retrocessos naturais.
Há de se questionar até que ponto
não seria possível a existência de outras civilizações em algum desses
períodos, considerando o horizonte de eventos da tríade Vênus-Terra-Marte.
Considerando as características desejáveis e de acordo com nossa existência
biológica, seriam civilizações cujos seres inteligentes seriam fisicamente
parecidos conosco – ou até mesmo nossos antepassados, cujos conhecimentos
técnicos e culturas foram inexoravelmente perdidos.
Indo além, evidentemente, há os
pontos mais distantes do Sistema Solar da Terra – e mais além. Qual a natureza
de cada uma das civilizações possíveis, provavelmente existentes muito além de
nosso Sistema Solar? E qual a natureza possível de diferentes conglomerados, ou
zonas de livre troca, entre diferentes civilizações avançadas de planetas (ou
corpos celestiais equivalentes) distantes?
Penso que, em caso de encontro,
talvez devêssemos ter mais cuidado com “povos extraterrestres” de mentalidade
mais próxima da nossa que com os de mentalidade mais distante. Mas, ainda há um
fator complicador extra, que reside em um pressuposto básico de toda a
discussão: a noção de diferença.
Considerando
que surgimos a partir de partículas que viajam pelo espaço, em essência, não há
alienígenas nem nativos – salvo no condicionamento ao ambiente, na aleatória
(ou não) união de genes, no livre-arbítrio e em um pré-condicionamento de partículas
por zonas espaciais. Explicar cada parte levaria a muitas linhas, e ficamos
apenas nessa exemplificação resumida, podendo haver outras diferenças – mas não
no fundamental, que diz respeito quase que a um “tecido biológico” do cosmos.
Não devemos, desde já, mistificar a
existência de civilizações alienígenas avançadas. Penso que aquilo que chamei
de “tecido biológico” do cosmos, ou a lógica primordial da formação de entes
biológicos inteligentes, ou não, por longas zonas espaciais, é basicamente a
mesma (salvo em se tratando das superinteligências da ficção-científica, que
são personagens fabulosos, sobretudo na série literária alemã “Perry Rhodan”). Pois,
afinal, a mesma mistificação a literatura de aventuras da Europa não fazia
sobre os povos além-mar?
Devemos, pois, considerar, afinal,
esse pressuposto de que falei. Revisá-lo. Afinal, somos os mesmos e não somos a
mesma coisa. Já sobre pesquisas envolvendo esse campo da busca por vida
inteligente além da Humanidade, talvez devamos começar pelo passado remoto da
Terra, de Vênus e de Marte, no decorrer dos próximos dois séculos, ao menos.
Verificar a hipótese de se “tivemos antepassados avançados tecnicamente na
Terra, em Vênus ou em Marte” ou, ao menos, assemelhados biológica e
culturalmente.
Assinado: João
Batista Firmino Júnior.


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